São Paulo - O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) chegou a 1,98% neste mês, atingindo a taxa mais alta desde fevereiro de 2003. No ano, a inflação medida pela Fundação Getulio Vargas (FGV) foi a 6,82% e, nos últimos 12 meses, alcançou 13,44%, o patamar mais elevado desde outubro de 2003.
O Índice de Preços por Atacado (IPA), que responde por 60% do índice geral, continuou pressionando, com variação de 2,27%, contra 2,01% em maio. A elevação dos produtos agropecuários se acelerou de 2,29% no mês passado para 3,35%, enquanto os industriais recuaram de 1,91% para 1,86%.
A soja em grão e os bovinos estão entre as maiores pressões dos preços no atacado, com altas de 6,28% e 9,54% em junho, respectivamente. Nos últimos 12 meses, chegam a 56,96% e 52,70% e devem pressionar os preços no varejo. No caso do feijão, que aumentou 150,23% nos últimos 12 meses no atacado, a elevação para o consumidor foi quase total: 145% (preto) e 123% (carioquinha) no mesmo período.
Adubos e fertilizantes, com alta de 7,63% no mês e 90,57% em 12 meses, também devem pressionar a inflação dos alimentos em breve, quando o custo do insumo for repassado pelos agricultores, avalia Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas da FGV. Para ele, o País está ''no início do ciclo de uma inércia inflacionária''. Além dos repasses que ainda serão feitos do atacado para o varejo e dos preços administrados, a elevação do IGP-M vai influenciar os reajustes dos contratos de aluguel.

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