Rio - A inflação de 21 de março a 10 deste mês, medida pela segunda prévia do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) de abril, ficou em 0,45%, alta superior ao teto das previsões de mercado, que aguardava o IGP-M entre 0,15% e 0,40% no período. A primeira prévia do IGP-M em abril, cuja coleta de preços foi de 21 a 31 de março, foi de 0,06%.
Boa parte desse salto da primeira para a segunda prévia se deve ao principal componente do IGP-M, o Índice de Preços por Atacado (IPA), que teve deflação de 0,07% na primeira prévia e agora registrou um aumento de 0,44%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também subiu, de 0,30% para 0,59%. Dos três formadores do IGP-M, apenas o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que tem peso de só 10% no geral, mostrou redução do ritmo de preços da primeira prévia, quando estava em 0,54%, para a segunda, em que a alta foi de 0,16%.
Em consequência do resultado, o chefe do Centro de Estudos de Preços da FGV, Paulo Sidney Melo Cota, aumentou sua previsão para o IGP-M final de abril de 0,30% para entre 0,60% e 0,70%. A previsão de Cota para o IPC do mês é de 0,70% a 0,80% e para o IPA, 0,60%.
Ele explicou que as principais causas foram duas: a queda de preços dos produtos agrícolas no atacado diminuiu de ritmo, aquém do previsto, e a alta dos combustíveis foi maior do que se esperava. ‘‘O grupo combustíveis e lubrificantes, com 4,17% de aumento, contribuiu com 0,42 ponto porcentual dos 0,44% do IPA’’, disse.

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