IGP-M fecha em 1,38%, a maior taxa em 15 meses
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terça-feira, 29 de junho de 2004
Nilson Brandão Junior<br> Agência Estado 
Rio de Janeiro - O Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) fechou o mês de junho em 1,38%, maior taxa dos últimos 15 meses. O indicador ficou pouco acima do de maio (1,31%), mas o resultado foi considerado positivo pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que esperava taxa maior.
Nos primeiros dez anos do Plano Real, o IGP-M acumulou alta de 240,97%. No atacado, a variação foi maior, de 267,15%, e no varejo, menor, de 194,06%.
''O IGP-M de junho foi um bom resultado'', disse o coordenador de análises econômicas da FGV, Salomão Quadros. A expectativa era de que o IGP-M de junho (com preços coletados entre 21 de maio e 20 de junho) ficasse em torno de 1,50%, mesmo patamar do IGP-10 de junho (de 11 de maio a 10 de junho). A economista da Tendências Consultoria, Ana Paula Almeida, tem a mesma avaliação: ''Em geral, não houve piora para a inflação''.
O resultado do IGP-M de junho ficou no piso das expectativas de mercado. Um levantamento da Agência Estado junto a 16 consultorias e instituições financeiras mostrou que as projeções variavam entre 1,37% a 1,60%. Treze das instituições esperavam um IGP-M de 1,45% para cima.
O recuo do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), de 1,74% para 0,56% de maio para junho segurou o IGP-M. Já as principais pressões inflacionárias vieram de produtos de alimentação e combustíveis, tanto no atacado quanto no varejo. O Índice de Preços ao Atacado (IPA-M) avançou de 1,52% para 1,73% entre maio e junho.
Produtos de alimentação avançaram de 0,46% para 1,34%, com destaque para hortaliças e legumes. No grupo ''outros bens não duráveis'', onde entram o álcool e a gasolina, o avanço foi de 0,74% para 1,93% Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) saltou de 0,59% para 0,76%. As maiores contribuições no varejo foram dos grupos de alimentação e de transporte, responsáveis por dois terços da inflação no varejo. Algumas das variações mais fortes de maio para junho foram de hortaliças e legumes (4,27% para 9,92%), gasolina (0,14% para 1,30%) e álcool combustível (0,80% para 8,50%).


