São Paulo - A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado como referência na maioria dos contratos de aluguel, perdeu ritmo e desacelerou pelo segundo mês consecutivo. Em abril, a variação foi de 0,45%, ante 0,62% em março, e 1% em fevereiro. No acumulado dos últimos 12 meses, foi registrada variação de 10,60%, enquanto varia 2,89% no ano.
A queda do ritmo do indicador era esperada em razão do fim do período sazonal de cobrança de tributos como IPVA, IPTU, além do reajuste das mensalidades escolares, que pressionam os primeiros meses do ano.
No entanto, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou aceleração passando de 0,62% em março para 0,78%, em abril, influenciado, principalmente pela alta dos combustíveis. Dentro do indicador, o item transporte continuou a registrando elevações importantes (1,15% para 1,75%).
A variação da gasolina foi de 0,89%, em março, para 4,32%, em abril; e o álcool combustível passou de 6,73% para 13,45%. Esse aumento também pressionou o preço das passagens aéreas (-9,28% para 2,64%).
Também apresentaram avanços no IPC os grupos: alimentação (0,69% para 0,87%), vestuário (0,78% para 1,02%), saúde e cuidados pessoais (0,62% para 0,86%) e educação, leitura e recreação (0,18% para 0,39%).
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em abril, variação de 0,75%, acima do resultado de março, de 0,44%. Dos três grupos componentes do índice, apenas mão de obra apresentou aceleração, avançado de 0,27%, em março, para 1,16%, em abril. Em desaceleração, a taxa do grupo materiais e equipamentos passou de 0,64% para 0,40%, enquanto o grupo serviços recuou de 0,46% para 0,21%.
O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

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