IGP-M de outubro cai para 0,37%
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quarta-feira, 08 de outubro de 2003
Agência Estado 
Rio de Janeiro - A reversão da trajetória de alta dos preços agrícolas no atacado levou o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) a cair para 0,37% na primeira prévia de outubro, contra 0,69% em igual período de setembro. O resultado ficou próximo do piso das previsões do mercado (0,25% a 0,80%) e reforça as projeções de nova queda na taxa básica de juros, a Selic.
''Não há porque se preocupar com a inflação neste momento'', disse o responsável pelo índice na Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros. Hoje, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro, que também será importante como sinal da trajetória dos juros, será divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano, o IGP-M acumula alta de 7,51% e em 12 meses, de 17,32%.
O Índice Geral de Preços do Atacado (IPA-M) registrou variação de 0,41% na primeira prévia de outubro, menos da metade do 0,96% de igual período do mês passado. Do 0,55 ponto porcentual de redução, 0,51 ponto deveu-se aos agrícolas. ''Os produtos agrícolas, que por causa da entressafra estavam entre as principais razões para aceleração da inflação no atacado, agora estão entre as principais razões para desaceleração'', explicou Quadros.
As quedas mais importantes dos agrícolas no atacado de setembro para outubro ocorreram em legumes e frutas (4,98% para 0,46%), milho (7,43% para 2,47%, por causa dos efeitos positivos da entrada da safrinha do produto) e bovinos, que passaram de uma alta de 4,8% para 0,71%. Nesse caso, segundo Quadros, ''os reajustes de preços dos bovinos estão esbarrando em certos limites de demanda, ainda que a entressafra não tenha terminado''.
Ainda no atacado, os produtos industriais apresentaram, na média, estabilidade de preços. ''Os dados do IPA, especialmente da indústria, mostram estabilidade de preços'', disse Quadros.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) subiu para 0,37% na primeira prévia de outubro, ante 0,23% em setembro. A elevação foi provocada especialmente pelos preços administrados, como taxa de água e esgoto (2,77%, sob impacto de reajustes no Rio e São Paulo), telefone residencial e ônibus urbano. Houve alta, também, no varejo, em artigos de limpeza e higiene pessoal, incluindo shampoo (0,96%), sabonete (1,32%), desodorante (1,93%) e creme dental (1,51%).
O Índice de Custo da Construção Civil (INCC) caiu para 0,06% na primeira prévia de outubro, ante 0,16% em igual período de setembro, por causa da desaceleração dos aumentos em materiais e serviços.


