Rio A inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP- M) deu um salto de julho para agosto - passou de menos 0,42% para mais 0,38%. Presssionado pela aceleração de preços no atacado e por dissídios de mão-de-obra, o índice voltou a ter variação positiva após ter registrado deflação em três meses consecutivos. ''Realmente, foi consolidado um movimento de fim da deflação'', disse o Coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros.
Para setembro, Quadros prevê um resultado ''um pouco acima'' do 0,38% em agosto. Segundo o economista, a diferença entre os índices de agosto e setembro dependerá quase que exclusivamente da decisão sobre qual será o índice de reajuste nas tarifas de telefonia.
Quadros explicou que o Índice de Preços por Atacado (IPA), que tem peso de 60% no cálculo do IGP-M, passou de menos 0,75% em julho para mais 0,20%.''A aceleração no atacado está bem generalizada, mas nada que faça surgir um surto inflacionário'', disse.
O outro motivo para a alta do IGP-M foi a variação do Índice Nacional do Custo de Construção (INCC), que passou de 0,59% para 2,20% de julho para agosto pressionado por dissídios de mão-de-obra em quatro capitais: Curitiba, Goiânia, Rio de Janeiro e São Paulo. Quadros considera que o INCC deve desacelerar no próximo mês, com variação menor que 2,20% (resultado de agosto).
Os produtos agrícolas, por sua vez, foram de menos 0,48% para mais 0,25% no período; e os produtos industriais passaram de menos 0,85% para mais 0,18%. Pressionado por reajustes de tarifas, os preços no varejo apresentaram tendência de alta no IGP-M deste mês. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) passou de mais 0,07% para mais 0,18% de julho para agosto.

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