IGP-M cai para 0,30% em fevereiro
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2005
Adriana Chiarini<br>Agência Estado 
Rio - A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) se reduziu de 0,39% em janeiro para 0,30% em fevereiro, próximo ao piso das previsões do mercado financeiro. Foi a terceira queda consecutiva do IGP-M que em novembro estava em 0,82% e caiu para 0,74% em dezembro. A Fundação Getúlio Vargas (FGV), que calcula o índice, divulgou que ele acumula alta de 11,43% no período de 12 meses terminados no dia 20 deste mês e 0,69% este ano.
No período entre 21 de janeiro e 20 de fevereiro, abrangido pelo IGP-M deste mês, os seus três componentes registraram aumentos nos preços mas não na média dos reajustes, que até caíram no varejo. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) baixou de 0,80% em janeiro para 0,51% em fevereiro. O Índice de Preços por Atacado (IPA) ficou na mesma taxa de janeiro: 0,20% e o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) baixou de 0,70% em janeiro para 0,42% em fevereiro.
No caso do INCC, a queda é explicada pela ausência de reajuste da mão de obra do setor em fevereiro, segundo o economista da FGV Salomão Quadros, que lembra que está previsto dissídio no Rio em março e dependendo dele, o índice sobe de novo. Quadros acredita que no mês que vem o IGP-M poderá ficar na mesma faixa em que está. ''Pode ser um pouco menos ou um pouco mais'', avalia. De acordo com o economista, há tendência de queda do ritmo dos preços no varejo. ''O IPC ainda tem mais uma gordurinha para perder'', disse.
Este mês, o índice já registrou taxas mais baixas que em janeiro para seis dos seus sete grupo. A exceção foi Saúde e Cuidados Pessoais que subiu de 0,31% para 0,41%. A maior influência no IPC, porém, foi do grupo Alimentação, cuja inflação caiu de 1,09% para 0,73%.
Quadros citou que o grupo de Educação, Leitura e Recreação, que passou de 2,23% em janeiro para 1,42% em fevereiro, deve continuar com variações em queda, principalmente porque o período de alta das mensalidades escolares já está passando.
Também não estão previstos reajustes de telefonia ou energia. Além disso, as hortaliças e legumes (+ 10,02% em fevereiro) devem desacelerar e o fim das férias costuma trazer para baixo os preços das passagens aéreas.
Para Quadros, a tendência do IPA não está clara. Ele vê um efeito do dólar fraco, que pode continuar no mês que vem, reduzindo a inflação nos produtos industriais no atacado, que tiveram alta de 0,12%, a menor já registrada desde outubro de 2003. ''O IPA em 0,20% já está baixo e é difícil exigir que baixe mais, mas tem espaço (para redução) por causa da questão do dólar'', disse.


