A taxa de inflação medida pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços, no conceito de Disponibilidade Interna) foi de 0,67% no mês passado, contra 0,13% em abril, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Essa é a maior taxa mensal desde janeiro, quando os preços haviam subido 1,02%. Neste ano, o índice acumula alta de 2,22%. Nos últimos 12 meses, o aumento é de 14,21%.
O Índice de Preços por Atacado (IPA), que responde pela maior parcela no cálculo do índice geral (60%), teve aumento de 0,69%, puxado pela alta dos bens de produção (0,97%). Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), pesquisado no Rio e em São Paulo, subiu 0,40%. O grupo habitação sofreu reajuste de 1,63%. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) aumentou 1,35%.
O Núcleo da Inflação de maio, índice da Fundação Getúlio Vargas que não leva em conta as variações extremas de preços no período, atingiu 0,39%. Em abril, o núcleo da inflação ficou em 0,26%, segundo a Fundação.
Com relação ao IGP-DI (que fechou maio com alta de 0,67%), os preços dos bens de consumo cresceram de -0,34% em abril para +0,19% em maio e os dos bens de produção cresceram de 0,15% para 0,97%. Houve alta no ritmo de preços de produtos agrícolas de -0,82% para +0,63% e no de produtos industriais, de 0,32% para 0,72%.

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