Agência Estado
De São Paulo
O Índice Geral de Preços de Disponilidade Interna (IGP-DI) já acumula alta de 11,82% nos primeiros oito meses do ano. A taxa é a mais alta desde 1995, um ano após o lançamento do Plano Real. Em agosto, a inflação medida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) se manteve em um patamar elevado. O IGP-DI ficou em 1,45%, inferior em 0,14 ponto percentual ao verificado no mês anterior.
Os grandes responsáveis pelo aumento do custo de vida em agosto foram a disparada do dólar, o aumento do combustível e a estiagem, que elevou os preços dos produtos agrícolas. Segundo o chefe do Centro de Estudos de Preços da FGV, Paulo Sidney Cota, o comportamento do dólar será determinante para que o governo consiga cumprir a meta de inflação deste ano. ‘‘A estratégia do governos será segurar o câmbio. Com isso, provoca queda imediata dos preços no atacado e depois ao consumidor.’’
Cota explicou que a queda na renda dos assalariados desencadeada pela desvalorização está impedindo que o aumento no atacado seja repassado integralmente ao consumidor. O Índice de Preços por Atacado (IPA) acumula alta de 16,70%, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu apenas 6,09% no ano.
Em agosto, os preços no atacado foram os que mais pressionaram a inflação. O IPA subiu de 2,03% para 2,15%. Os produtos agrícolas pularam de 1,53% para 2,15%, enquanto os industriais caíram de 2,26% para 2,15%. A inflação pelo IPC em agosto caiu de 1,20% para 0,48%, enquanto a captada pelo Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) passou de 0,46% para 0,69%.

mockup