IGP-DI registra deflação de 0,13% em junho
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quinta-feira, 07 de julho de 2011
Alessandra Saraiva <br>Agência Estado 
Rio - O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) mostrou deflação de 0,13% em junho, após subir 0,01% em maio, segundo informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado veio dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado (de -0,27% a uma variação zero), mas acima da mediana das expectativas (-0,15%). A taxa acumulada do IGP-DI é usada como indexadora das dívidas dos Estados com a União. Com isso, o indicador acumula altas de 2,95% no ano e de 8,63% em 12 meses.
Nos três indicadores que compõem o IGP-DI, o IPA-DI caiu 0,19% em junho, após registrar queda de 0,63% em maio. O IPC-DI teve taxa negativa de 0,18% em junho, em comparação com a alta de 0,51% em maio. Já o INCC-DI apresentou elevação de 0,37% em junho, após subir 2,94% em maio.
Na avaliação do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, o indicador sinalizou que a deflação nos Índices Gerais de Preços (IGPs) já mostra perda de força. ''Não digo que os indicadores podem voltar a acelerar fortemente. Mas que a deflação pode chegar ao fim ainda em julho, isso é possível'', explicou.
Quadros explicou que a queda de 0,13% do IGP-DI de junho é mais fraca do que as apuradas para os IGPs do mesmo mês, como o IGP-10 do mês passado (-0,22%); e o IGP-M (-0,18%). Um dos setores que pode contribuir para o término da deflação é o atacado, que também mostrou queda mais fraca de preços, de maio para junho (de -0,63% para -0,19%) e representa 60% do IGP-DI.
O especialista da fundação lembrou que, em maio, houve uma concentração muito grande de quedas de preços em alimentos in natura e em combustíveis no setor atacadista. Mas, em junho, taxas negativas começaram a arrefecer, o que levou a um recuo menos intenso nos preços do atacado.


