Rio de Janeiro - A desaceleração dos preços de produtos agrícolas no atacado, dos alimentos no varejo e a menor pressão dos combustíveis compensaram o impacto de alta das tarifas de telefonia e luz na inflação de julho medida pelo Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna IGP-DI), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice recuou de 1,29% em junho para 1,14% em julho.
Os preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços por Atacado (IPA), passaram de 1,57% para 1,35% no período. Com a melhora do clima e da safra de alguns produtos, os preços agrícolas passaram de 0,52% para 0,26% entre junho e julho com destaque para a retração de 5,7% em cereais e grãos. ''O IPA só não caiu devido aos alimentos industrializados e matérias-primas semi-elaboradas que avançaram'', disse o economista da FGV Salomão Quadros.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mostra a variação no varejo, desacelerou de 0,78% para 0,59% no período.
A maior pressão no varejo veio dos item habitação (de 0,32% para 1,31%) devido aos reajustes de telefonia e contas de luz, que responderam por mais da metade da inflação ao consumidor em julho. Energia elétrica teve alta de 4,43%, enquanto a assinatura e o pulso de telefone residencial subiram 4,89%.
Os combustíveis, que puxaram a inflação até 15 de julho, já registram uma menor pressão tanto no atacado como no varejo. No acumulado do ano, o IGP-DI registra alta de 8,11% e, em 12 meses, de 11,60%. O Índice Nacional da Construção Civil (INCC) teve alta de 1,12% em julho, após registrar variação de 0,70% em junho.
O IGP-DI é o indexador utilizado para o reajuste de preços nos serviços de telefonia. Ele é composto por três índices: o IPA tem peso de 60%, o IPC tem peso de 30% e o INCC, de 10%.

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