IGP-DI contraria deflação no varejo e sobe para 1,08%
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terça-feira, 09 de março de 2004
Chico Santos<br> Agência Folha 
Rio de Janeiro - A inflação de fevereiro medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi de 1,08%, com alta de 0,28 ponto percentual em relação ao número de janeiro. Pressionado pelos preços no atacado, principalmente dos produtos industriais, o número foi considerado ''surpreendente'' pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), responsável pelo cálculo do índice, e pode significar pressões futuras sobre os preços no varejo.
A origem das pressões por aumentos está, basicamente, no crescimento da economia internacional e na alta de impostos, segundo a FGV. A divulgação de um índice de inflação superior a 1% em fevereiro ocorre no dia seguinte à divulgação de outros índices que registraram até deflação no mesmo mês Índice de Custo de Vida (ICV) do Departamento Intersindical de Estudos Estatísticos e Sócio-Econômicos (Dieese) registrou queda de preços de 0,18% e o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) do Rio de Janeiro foi de 0,15% (contra 1,22% em janeiro).
A diferença é explicada, basicamente, por diferenças de métodos e de abrangência de cada um desses índices. O ICV mede apenas os preços no varejo, e na cidade de São Paulo. O IGP-DI é híbrido, formado por três outros índices -atacado, varejo e custo da construção-, e pesquisado nacionalmente. A parcela do varejo do índice da FGV registrou alta de apenas 0,28%, com desaceleração de 0,80 ponto sobre o número de janeiro (1,08%). Acontece que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede os preços no varejo, representa apenas 30% do IGP-DI.


