Rio de Janeiro A inflação de junho medida pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) saltou para 1,74%. Esta foi a maior taxa já registrada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) desde agosto de 2000, quando ficou em 1,82%. Em maio, a inflação também havia sido elevada, porém com uma taxa um pouco menor, de 1,11%. Os preços no atacado, pressionados pela alta do dólar, foram os principais responsáveis pelo avanço do IGP-DI.
O IPA (Índice de Preços no Atacado) passou de 1,27% para 2,50%, também a maior taxa registrada desde agosto de 2000 (2,56%). Os preços ao consumidor, medidos pelo IPC, também aumentaram e atingiram 0,55%, ante variação de 0,28% em maio. O INCC (Índice Nacional do Custo da Construção) passou de 2,53% para 0,57%, entre maio e junho.
No ano, o IGP-DI acumula uma taxa de 4,08%, e nos últimos 12 meses, a taxa chega a 9,70%.
Núcleo O núcleo da inflação para o consumidor, medido pela FGV, ficou em 0,41% em junho. Já os preços ao consumidor subiram 0,55% no período. O núcleo retira do cálculo 20% das maiores e 20% das menores variações no período, com o objetivo de expurgar aumentos e quedas sazonais, ou muito pontuais.
Nos últimos 12 meses, até junho, o núcleo acumula elevação de 6,94%. Em maio, a FGV registrou uma taxa acumulada em 12 meses de 7,10%.
O IPC acumulado no período, até junho, ficou em 7,42%, contra 7,39% no mês anterior.

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