IGP-10 tem alta de 2,21%. IPC da Fipe vai a 1,3%
Das agências
De São Paulo e Rio
Todos os grupos de preços ao consumidor tiveram índices de crescimento maiores do que no mês passado, segundo o Índice Geral de Preços (IGP-10) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que ficou em 2,21% em novembro. Isso mostra que está havendo repasses do atacado para o varejo, afirmou o chefe do Centro de Estudos de Preços da FGV, Paulo Sidney Melo Cota. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ficou em 1,01%, ante 0,31% no mês passado. Alimentos subiram 1,41%, vestuário, 1,35% e transportes, 2,29%.
O IGP-10 foi o primeiro índice de inflação de novembro que ultrapassou os 2%. Ontem Cota já havia dito que todos os índices de preços medidos pela FGV além do IGP-10, o IGPM e o IGP-DI deveriam ficar acima desse patamar. Cota trabalha com a expectativa de que a inflação ao consumidor varie entre 9,5% e 10% este ano.
No acumulado do ano, a inflação pelo IPC é de 7,88%. Nos últimos doze meses, o índice é de 7,62%. O Índice de Preços no Atacado (IPA) passou de 2,32%, em outubro, para 3,03% este mês. Entre os componentes do índice, os produtos agrícolas saltaram de 2,85% para 4,97%. O efeito da estiagem está explodindo agora, explicou Cota. O aumento dos preços dos produtos industriais ficou estável, passando de 2,07% para 2,11%. O INCC foi de 1,14%. O IPA acumula alta de 25,04% no ano, e 25,07% nos últimos doze meses.
O IGP-10 de janeiro a novembro ficou em 17,33% e, nos doze meses encerrados em novembro, atingiu 17,25%. O IGP-10 de outubro foi de 1,54%. Para medir o IGP-10 de novembro, a FGV apurou preços entre 11 de outubro e 10 de novembro.
A Fipe reviu mais uma vez sua projeção para o IPC de novembro, de 1,10% para 1,30%. A Fundação também mudou a estimativa para o índice do ano, de 8% para 8,2%. Para dezembro, porém, a previsão está mantida em 0,3%. Novamente, a alta de 1,21% registrada na segunda quadrissemana de novembro foi pressionada, como vem acontecendo desde outubro, pela carne bovina (+5,5%) e álcool combustível (+26,71%).





