São Paulo O IGP-10 (Índice Geral de Preços-10) atingiu 4,87% em dezembro, superando os 4,73% registrados em novembro. Essa é a maior alta desde agosto de 1994, quando o indicador foi de 12,57%. Os dados foram divulgados ontem pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).
O índice divulgado ontem faz uma comparação dos preços médios praticados entre os dias 11 de novembro e 10 de dezembro e ainda reflete o repique inflacionário registrado no mês de novembro, quando a taxa foi pressionada pelo aumento dos combustíveis e pela forte alta dos preços dos alimentos.
No ano e no acumulado dos últimos 12 meses, a inflação calculada pelo IGP-10 é de 24,68%. Os preços no atacado começaram a desacelerar em dezembro. O IPA (Índice de Preços no Atacado) chegou a 5,91% no mês, variação menor que os 6,4% de novembro quando a taxa foi a maior desde agosto de 1994 (11,26%).
Esse indicador é o que tem o maior peso do IGP-10, com 60% de participação. Os preços no varejo, no entanto, se mostraram mais pressionados. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) apontou inflação de 2,98% após ter subido 1,86% no mês passado. O IPC representa 30% do IGP-10.
O INCC (Índice Nacional dos Custos da Construção) que tem peso de 10% no indicador geral passou de 1,36% em novembro, para 2,75% neste mês. Anteontem, a segunda prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços ao Mercado) calculada com base em preços coletados entre os dias 21 de novembro e 10 de dezembro mostrou que a inflação já dá sinais de desaceleração. Embora ainda esteja em patamar alto, a taxa atingiu 3,26%, inferior a taxa registrada no mesmo período de novembro, que havia ficado em 3,86%.

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