RIO - O Índice Geral de Preços do Mercado 10 (IGP-10) registrou alta de 1,73% em janeiro, resultado bastante superior ao de dezembro (0,38%), informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A alta deveu-se ao impacto da elevação dos preços dos combustíveis nos preços no atacado. Este indicador reflete o comportamento dos preços do dia 20 de um mês ao dia 10 do mês seguinte.
Assim, o Índice de Preços por Atacado (IPA), que
representa 60% do IGP-10, saiu de 0,53% em dezembro para 2,07% este mês. Os bens de consumo deste indicador tiveram encarecimento de 4,65% - foi aí que se concentrou a influência da elevação dos preços dos combustíveis. Esta influência já pode ser considerada esgotada e desta maneira não deverá ser um fator de alta em fevereiro.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do IGP, subiu de uma variação de 0,08% em dezembro para 1,52%, em decorrência, principalmente, da alta no grupo educação, leitura e recreação, de 4,30. Neste caso, a culpa coube às mensalidades escolares, em processo de reajuste no início do novo ano letivo. Os transportes também se destacaram, ao resgistrarem 3,72%, por causa do aumento de tarifas de transportes urbanos. A menor variação ocorreu com o grupo despesas diversas (0,11%), seguido de vestuário (0,22%), habitação (0,42%), alimentação (1,19%) e saúde e cuidados pessoais (1,21%). O Índice Nacional de Custo da Cosntrução (INCC), com peso de 10% no IGP-10, passou de 0,51% em dezembro para 0,69% em janeiro.

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