IGP-10 registra inflação de 0,22% em março
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sexta-feira, 15 de março de 2013
Das agências 
Rio de Janeiro O Índice Geral de Preços 10 (IGP-10) registrou inflação de 0,22%, em março deste ano, taxa inferior ao 0,29% do mês anterior e ao 0,27% de março de 2012. Em 12 meses, o IGP-10, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), acumula inflação de 8,01%.
A queda do índice em março foi provocada por inflações menores nos subíndices de Preços ao Consumidor (IPC) e de Custo da Construção (INCC). O IPC passou de 0,74% em fevereiro para 0,49% em março. Já o INCC caiu de 0,84% em fevereiro para 0,37% em março. Em sentido oposto, o subíndice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu de 0,05% em fevereiro para 0,11% em março.
A inflação das matérias-primas brutas, segundo o IGP-10 inverteu a trajetória registrada até fevereiro e passou a contribuir com a aceleração da inflação no atacado. Em março, o grupo apresentou variação de -0,81%, enquanto, no mês anterior, havia sido de -2,11%. O principal exemplo é a soja, que passou de -13,39% para -5,53%. Os grãos tiveram deflação desde o fim de 2012, mas voltaram a acelerar neste mês.
Também os preços dos minerais (de 2,18% para 4,10%) avançaram e contribuíram para que a inflação no atacado subisse, sobretudo o minério de ferro (4,92% ante 2,53%). No mesmo sentido, estão os alimentos in natura (de 7,37% para 8,85%), como o feijão (de 4,52% para 6,94%) e os ovos (de 1,67% para 18,32%).
Em contrapartida a essas influências de alta no IGP-10, apareceu a desaceleração no atacado dos materiais e componentes para manufatura (de 0,24% para -1,01%), como a celulose (de 1,02% para -1,58%), o alumínio (de 3,12% para -0,42%), intermediários para resinas e fibras (de 1,99% para 0,11%), bobinas a frio de aço carbono (de 2,65% para 1,44%). Na cadeia de agropecuários, também foram destaques de desaceleração o farelo da soja (-8,70% para -11,50%) e a farinha de trigo (de 6,86% para 2,88%).
Além disso, contribuiu para conter a inflação no atacado, medida pelo IPA, o comportamento dos preços dos alimentos processados (de 0,68% para -0,77%), em decorrência da queda de preços das matérias-primas agropecuárias. São exemplos a variação de preços do açúcar refinado (de -0,12% para -3,02%), da carne bovina (de 2,79% para -4,61%) e da farinha de milho e derivados (de 0,07% para -0,49%).



