IGP-10 de janeiro fica em 0,58% ante 0,44% de dezembro
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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Idiana Tomazelli<br>Agência Estado 
Rio - A inflação de janeiro medida pelo IGP-10 subiu 0,58%, após alta de 0,44% em dezembro, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado anunciado ontem ficou dentro das projeções dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam uma taxa de 0,39% a 0,77%, e abaixo da mediana estimada, de 0,61%.
No caso dos três indicadores que compõem o IGP-10 de janeiro, os preços no atacado representados no IPA-10 tiveram alta de 0,55% neste mês, após subirem 0,38% em dezembro. Por sua vez, os preços ao consumidor medidos no IPC-10 apresentaram avanço de 0,76% em janeiro, após elevação de 0,68% em dezembro. Já o INCC-10, da construção civil, teve taxa positiva de 0,36% em janeiro, em comparação com o aumento de 0,26% no mês anterior.
Até este mês, o indicador acumula altas de 0,58% no ano e de 5,55% em 12 meses. O período de coleta de preços para o IGP-10 de janeiro foi do dia 11 de dezembro a 10 de janeiro.
Inflação agropecuária
A inflação agropecuária no atacado desacelerou em janeiro. Os preços dos produtos agrícolas atacadistas caíram 0,14% neste mês. Em dezembro, o indicador para este setor apresentou alta de 0,45%, no âmbito do IGP-10, segundo a FGV.
A instituição informou ainda que os preços dos produtos industriais no atacado continuaram subindo, porém em maior ritmo. A alta foi de 0,81% neste mês, contra avanço de 0,35% em dezembro.
Dentro do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais subiram 0,20% em janeiro, em comparação à alta de 0,15% em dezembro.
Por sua vez, os preços dos bens intermediários tiveram alta de 0,89% este mês, após alta de 0,24% em dezembro. Já os preços das matérias-primas brutas apresentaram taxa positiva de 0,55% em janeiro, após subirem 0,80% no mês anterior.
Combustíveis
O reajuste dos combustíveis ainda repercute sobre o IGP-10 de janeiro. O indicador teve alta de 0,58% e captou dois terços do período em que passaram a vigorar os novos preços dos combustíveis, anunciados no final de novembro.
O principal impulso para a aceleração veio dos preços ao produtor. Nos bens intermediários, os combustíveis e lubrificantes para a produção tiveram alta de 4,11% em janeiro, contra 1,29% no mês anterior. Esse resultado foi influenciado diretamente pela inflação do diesel (4,92%, ante 2,93%), que cumpriu o papel de principal influência positiva individual para o Índice de Preços ao Produtor Amplo.
Nos bens finais, o principal impacto veio dos alimentos processados, que aceleraram de 0,31% para 0,83% entre dezembro e janeiro. Já nas matérias-primas brutas, a desaceleração nos preços da soja em grão (3,39% para -2,62%), leite in natura (-0,81% para -5,55%) e mandioca (1,45% para -1,64%) ajudaram a diminuir o ritmo da inflação do grupo.
Esse movimento só não foi mais intenso devido à aceleração de itens como o café em grão (-1,70% para 13,37%), aves (-5,31% para 1,14%) e bovinos (0,74% para 0,62%). O minério de ferro também subiu 1,56%, de 0,71% no mês anterior, e contribuiu para a alta.



