Iene dispara; bolsas fecham em baixa
As afirmações de que o governo japonês pode vender dólares para manter o iene estável continuam fazendo efeito sobre a moeda do Japão, que atingiu ontem o seu nível mais alto das últimas três semanas. O iene foi negociado a 142,85 unidades por dólar (cotação de anteontem em NY: 143,85). Apesar disso, a bolsa de Tóquio fechou em queda de 0,10%, a primeira dos últimos três dias. Segundo operadores, os preços das ações subiram mais do que o justificado pelos prospectos dos ganhos corporativos.
Na Coréia do Sul a alta do iene e as esperanças de que a greve dos trabalhadores da Hyundai Motors Co. irá terminar de forma pacífica fizeram com que a bolsa de Seul encerrasse suas atividades com ganhos de 4,87%. Em Hong Kong o governo continuou a intervir no mercado pelo quarto dia consecutivo, o que fez com que o pregão local terminasse a sessão matutina em alta de 2,49%. Os fechamentos das demais bolsas do sudeste asiático ontem foram: Indonésia: -2,60 (manhã); Filipinas: +1,93%; Malásia: +7,30% (manhã); Tailândia: -0,40% (manhã); Taiwan: -0,31% e Cingapura: +1,67% (manhã).
A Bolsa de Londres fechou ontem com uma ligeira baixa, após uma reação fraca aos últimos dados relativos à massa monetária britânica, que sugerem uma possível persistência de tendências inflacionárias. O índice Footsie dos cem principais valores baixou 26,9 pontos a 5.667,4 pontos, ou seja, uma queda de 0,47%.
A Bolsa de Paris acompanhou a tendência das outras praças financeiras, devido à preocupação com a situação na Rússia e a incerteza que ainda reina no Extremo-Oriente, segundo os operadores. O índice CAC 40 baixou 0,93%, a 4.087,49 pontos, com um volume de transações de 9,78 bilhões de francos no mercado mensal.Epa/France PresseEm cadeiaMulher dá esmola a um garoto nas ruas de Moscou: preocupações com a Rússia levam nervosismo ao mercadoAgência Estado





