Um ambiente cheio de ideias criativas pode ajudar empresas da região a solucionarem problemas, incrementarem o seu negócio ou melhorarem os seus serviços. Este espaço pode ser encontrado no Hotel de Projetos Inovadores (HPI) do Senai Londrina, que recentemente foi contemplado no edital do CNPq de apoio a incubadoras. O HPI do Senai Londrina foi o único projeto do Paraná aprovado no edital.
O HPI é uma pré-incubadora que dá apoio a ideias de alunos e ex-alunos do Senai Paraná. No total, há oito HPIs espalhados pelo Estado. Lá os alunos e ex-alunos têm acesso a infraestrutura, orientações de profissionais, ajuda na construção de protótipos, além de auxílio para montar um plano de negócios que viabilize a sua entrada no mercado. Afinal, ''difícil não é fazer um projeto, e sim entrar depois no mercado'', desabafa o ex-aluno do curso técnico de Informática e Eletrônica da Computação, Natam Vinícius. Ele é um dos ex-alunos beneficiados pela pré-incubadora de Londrina.
O HPI de Londrina existe desde 2006, e desde então 17 projetos já passaram pela pré-incubadora. Atualmente, há quatro projetos em fase de pré-incubação, e uma empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) incubada no local. As empresas podem ficar lá por até dois anos.
Existem três fortes vertentes no HPI Londrina, que são a metalmecânica, a automação industrial e a Tecnologia da Informação, informa Polyana Smania Salcedo, orientadora pedagógica e coordenadora do HPI. ''São áreas fortes até por causa da nossa região'', explica. Mas de acordo com ela, a meta é aumentar a área de abrangência e mostrar que o Hotel de Projetos Inovadores de Londrina pode desenvolver projetos que atendam a demanda da indústria da região. ''Não só de produtos, mas de serviços e melhoria de processos.''
Um dos projetos em pré-incubação, a alça para garrafas pet do estudante do curso técnico de Instrumentação Industrial, Iuri Moriya, já possui patente e espera interessados para investir na criação. A proposta tem o objetivo de facilitar o uso destas garrafas no dia a dia. A alça, além de possibilitar o manuseio com apenas uma mão, tem um abridor acoplado e traz benefícios a idosos, crianças e pessoas com problemas nas mãos.
Já mais voltado à área de serviços, o software que é objeto de estudo de Winston Toyama, ex-aluno do MBA em Gestão de Projetos, foi desenvolvido em parceria com a empresa de TIC incubada no HPI Londrina, a Aryontec, de Natam Vinícius, do curso técnico de Informática e Eletrônica da Computação. A solução é voltada à telefonia de voz sobre IP (VoIP) e foi pensado de acordo com as demandas que Toyama, já da área de telefonia, observou nas empresas em que presta consultoria. ''Eu reparei que o mercado tem vários tipos de problemas ao chamar um técnico, que muitas vezes não vai até a empresa'', afirma o consultor.
Daí surgiu o software que, com interface mais simplificada, permite a qualquer pessoa criar ramais telefônicos para a empresa, sem a necessidade de um técnico para fazê-lo. ''Isso traz redução de custo com o técnico, redução de custo com TI. A empresa só precisa de alguém que faça a instalação. É um produto que só grandes empresas têm e que as pequenas também poderão passar a ter.''

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