São Paulo - O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec)) e o Sindicato dos Bancários fizeram hoje ato em São Paulo para cobrar dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que votem contra a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que pede que os bancos deixem de ser regulados pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).
A votação da Adin está marcada para o dia 14 de dezembro. A ação foi proposta pela Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif) e nela as instituições financeiras pleiteiam estar exclusivamente submetidas à Constituição, que já prevê a regulação do sistema, em vez de ter que responder ao código criado há 15 anos.
Caso a Adin seja aprovada, os bancos poderão se livrar de algumas obrigações, como a concessão de descontos na liquidação antecipada de financiamentos e devolução de algumas cobranças indevidas, por exemplo. Segundo as entidades, desde o início da campanha, em 31 de outubro, cerca de 1.800 pessoas já enviaram seus protestos aos ministros do Supremo por meio do site do Idec e do sindicato.
''Todos sabem que se os bancos deixarem de responder ao CDC será o fim. Esse é o único mecanismo que os cidadãos têm para cobrar do setor financeiro que cumpram regras e contratos'', afirma Luiz Cláudio Marcolino, presidente do sindicato.

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