Em relação ao teste que o Idec realizou em abril de 1996, as tábuas de passar roupa existentes no mercado hoje possuem uma qualidade melhor. Metade das dez amostras foi considerada regular ou ruim e as demais foram consideradas boas. Nenhuma recebeu o conceito muito boa. No teste de 1996, nenhum modelo obteve conceito final melhor do que regular.

Depois de avaliar os produtos, o Idec sugeriu alterações e inclusões nas embalagens e nos produtos, como a indicação de um serviço de assistência técnica. Uma vez que não existem normas técnicas específicas para as tábuas de passar, os critérios adotados pelo Instituto foram embasados no Código de Defesa do Consumidor (CDC) e buscaram verificar padrões mínimos de qualidade do produto; sua adequação ao uso; riscos que apresentam; características; preço e comprometimento da empresa fabricante em prestar informações ao consumidor. Todas as amostras testadas continham porta-ferro e suporte para passar mangas.


- Resultado do teste

As marcas consideradas boas foram: Vaportec 1001 Top (da fabricante Metaltec do Brasil), SK Madri (Metalúrgica SK), Top Utimil AÇ-997 (Utimil), SK Luxo (Metalúrgica SK) e TR - madeira Vereda (Sabela Utilidades do Lar Ltda.). As regulares foram: Lenox Gamet 915 (Lenox Ind. e Comércio Ltda.), Mixilar Aço (Metalmix Ind. e Comércio Ltda.), In Casa 125 x 30cm (Tramontina) e Mor Dominique (Metalúrgica Mor S/A). A única marca considerada ruim foi a Novo Elo Vitória (Novo Elo - Ind. Metalúrgica Ltda.).

Os itens analisados foram: informações no rótulo; estabilidade; ferro em pé no suporte; sistema de travamento; resistência térmica; SAC e montagem. Os principais problemas foram: estabilidade (maior parte ruim e regular), sistema de travamento (apenas uma marca foi considerada boa nesse item) e SAC (dois considerados ruins e as demais regulares).


- Altura ideal

A estatura do usuário é um aspecto importante na escolha da tábua de passar roupa. Estudos indicam o seguinte cálculo para se determinar a altura adequada da tábua:
Altura ideal = metade da estatura + altura do salto do sapato usado.

- Recomendações do Idec

O artigo 6º, inciso III, do CDC relaciona como um direito básico do consumidor o acesso à informação adequada e clara sobre os produtos, com especificação correta de quantidade, característica, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresenta. Com base nesse artigo, o Idec sugere aos fabricantes alterações e inclusões nas informações apresentadas na embalagem do produto e no próprio produto.

Indicação do material que compõe a mesa e o forro (composição).

Indicação da altura máxima e mínima da tábua montada, bem como informação da adequação do produto à estatura do usuário.

Informação sobre a forma de contato entre o consumidor e a empresa.

Apresentação, gravada na estrutura do produto minimamente, da marca e do modelo e do telefone do SAC da empresa.

Utilização de substâncias que retardem a propagação do fogo no forro e no enchimento da tábua.

Inclusão de informações sobre o risco de inflamabilidade do material.

Existência de serviço de assistência técnica.

- Resposta das empresas

A Metaltec do Brasil informou que os dados referentes à altura máxima e mínima da tábua serão incluídos no rótulo nos próximos 30 dias e que fixará uma etiqueta no produto com informações da marca, modelo e SAC num prazo de 15 dias. A empresa informou também que uma etiqueta com as instruções de uso, montagem e regulagem de altura já acompanha o produto há noventa dias.

A Forjasul Madeiras (Tramontina) informou que a solicitação feita ao SAC consta em seus registros como atendida. Os técnicos do Idec, no entanto, não receberam o retorno. De acordo com a empresa, a assistência técnica ao produto poderá ser obtida pelo consumidor na fábrica, nos escritórios, no centro de distribuição, site e SAC. Além disso, forneceu informações sobre o material do forro e apresentou dados referentes à inflamabilidade, garantindo que nenhum indício de chama acontece até mesmo a temperaturas de 500ºC, que é pelo menos o dobro da temperatura máxima de um ferro de passar.


A Utimil informou, por meio de carta, a composição de todas as partes do produto e a utilização de pasta de pó de alumínio como substância que retarda a propagação do fogo. As informações da composição e o SAC já estão no folder dos produtos. Apesar de a empresa ter feito estas correções, alguns produtos saíram da fábrica sem esses dados. A empresa informou que está trabalhando no desenvolvimento de uma nova estrutura tubular com o objetivo de buscar maior firmeza e estabilidade. Segundo o fabricante, em 60 dias serão tomadas as providências no que se refere à indicação de altura máxima e mínima da tábua e quanto às informações sobre marca, modelo e SAC gravadas no produto. As demais empresas não responderam ao Idec até o fechamento da edição.


(*) O Idec é uma associação independente e sem fins lucrativos, que há 18 anos defende os direitos dos consumidores. Informações: (11) 3874-2152 / www.idec.org.br.

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