São Paulo - ''Desculpem-me as feias, mas beleza é fundamental''. A célebre frase do poeta Vinícius de Moraes foi levada a sério pelas brasileiras. Afinal, o Brasil é hoje o segundo país do mundo em cirurgias plásticas, perdendo somente para os Estados Unidos. Esse crescimento, no entanto, esconde um perigo: a banalização. Isso faz com que as operações estéticas à primeira vista pareçam um procedimento simples e isentas de qualquer risco. Nessa semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o Idec dá orientações sobre o tema que a cada dia vem ganhando mais adeptas.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), são realizadas 400 mil plásticas por ano no Brasil. O secretário-geral nacional da SBCP, Osvaldo Saldanha, estima que o setor apresente crescimento de 20% a 30% por ano. Só as operações para aumento de mama tiveram crescimento de 500% nos últimos cinco anos.
O mito da perfeição é um grande filão. Por consequência, novos produtos entram em cena para sustentar o mercado em ascensão: revistas especializadas, publicidade dirigida, consórcios, planos de cirurgias plásticas e produtos de beleza. Tudo para seduzir o consumidor. Não é à toa que o número de merchandising de produtos ''milagrosos'' em programas femininos na TV tem aumentado.
Devido a esse crescimento, a Comsenso e o Instituto Patrícia Galvão fizeram uma pesquisa quantitativa da percepção das mulheres em relação ao merchandising de produtos de estética e saúde nos programas femininos da TV. O resultado será divulgado em 10 de março em São Paulo - inscrições e informações no site do Idec.

mockup