Considerado ''mágico'' por ser muito flexível, durável, resistente a altas temperaturas e principalmente barato, o amianto (ou asbesto), é muito utilizado na fabricação de materiais para a construção e na indústria automobilística. E, ao contrário do que a indústria do amianto tem divulgado, o uso do produto provoca sérios danos à saúde, como câncer no pulmão em especial à dos trabalhadores diretamente expostos às suas fibras e ao meio ambiente.
Quarenta e dois países já baniram o amianto. Em 2005, o mineral estará proibido em toda a Europa. No Brasil, apesar do compromisso assumido em 2001 pelo então ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, de banir o amianto até 2003, o governo ainda não tem posição definida
Para agilizar a proibição do amianto no País, o Idec lançou a campanha ''Diga não ao amianto no Brasil''. O consumidor poderá participar ao acessar o site do Idec (www.idec.org.br) e assinar a carta, que será enviada às autoridades. Além da manifestação, o instituto também desenvolveu uma pesquisa para verificar qual empresa já baniu o amianto.
Para a pesquisa, realizada em outubro último, foram selecionadas 20 empresas, dentre as mais importantes do setor automotivo e da construção civil. Uma delas, a Fabiano Penteado, produtora de vasos para plantas localizada em Leme (SP), informou não ter nenhum vínculo com o amianto e não participou da pesquisa.
Das outras 19 empresas, oito não responderam ao questionário elaborado pelo Idec até o fechamento. A falta de interesse em informar o consumidor demonstrada por essas empresas pode significar que, para elas, a saúde das pessoas e o meio ambiente não são preocupações latentes.
As empresas são: Dr. D. Miller do Brasil Ind. e Com. de Isolantes Elétricos Ltda.; Federal Mogul Electrical do Brasil Ltda.; Richard Klinger Ind. e Com. Ltda.; Sabo Ind. e Com. Ltda.; TMD Friction do Brasil S.A. (Cobreq); Confibra Ind. e Com. Ltda.; Isdralit Ind. e Com. Ltda.- Grupos Isdra e Vasoleme Ind. e Com. Ltda.
Das 11 empresas que responderam ao questionário do Idec, sete disseram ser favoráveis ao banimento e declararam não utilizar mais a substância; quatro alegaram ainda utilizar o asbesto Eternit, Decorlit, Infibra e Thermoid, sendo que esta última disse que deixará de utilizar o material se isso for uma exigência do mercado e da legislação. A tabela com o resultado da pesquisa está disponível no site do Idec (/www.idec.org.br/arquivos/amianto_p39.jpg).
Escolha responsável - Como não há previsão da proibição total do amianto no Brasil, cabe ao consumidor fazer o controle social do setor. Um bom começo é dar preferência a produtos alternativos, como caixas d'água feitas de plásticos ou fibra de vidro, telhas de zinco, fibra de vidro, etc.
Não se deixe levar pela diferença de preço. Não há razão econômica que justifique descaso com a saúde. Pense também que ao comprar um produto à base de amianto você estará contribuindo com a lucratividade de um setor que expõe diariamente milhares de trabalhadores ao risco de contrair doenças graves e incuráveis, além dos prejuízos para o meio ambiente.
(*) O IDEC é uma associação independente e sem fins lucrativos, que há 16 anos defende os direitos dos consumidores. Informações: (0xx11) 3874-2152/www.idec.org.br.

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