São Paulo - Com a proximidade do Dia dos Pais, surgem muitas promoções em campanhas publicitárias divulgadas pela mídia e pelo comércio em geral. Entretanto, é preciso tomar cuidado com o bolso e não gastar aquilo o que não temos. Foi pensando nisso que o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) preparou algumas recomendações que podem ser muito úteis para você nesta data e também em outras.


- Antes de ir às compras
- Pesquise preços. Verifique encartes e anúncios em jornais, sites de grandes redes etc.

- Tenha metas: qual o máximo que você quer (pode) pagar? Use a pesquisa de preços.

- Conheça bem o produto que deseja comprar, para poder argumentar com o vendedor e rejeitar acessórios ou extras de que você não precisa.

- Conversando com o vendedor
- Não seja prepotente mostrando que você conhece tudo sobre o produto ou serviço ofertado. Mostrar humildade e perguntar sobre o produto, a necessidade dos acessórios e a sua utilidade prática cria um clima de cooperação.

- Se você achar que o preço é alto, diga sem hesitação. O vendedor pode lhe dar um desconto imediatamente.

- Não mostre entusiasmo sobre a possibilidade de comprar, mantenha o silêncio e ouça mais do que fale. É necessário exercitar os seus dotes de ator ou atriz nessas horas.

- Tenha tempo para poder negociar. Aquilo que não for feito às pressas sai muito bom. Lembre-se também de que o vendedor não hesitará muito em perder o negócio se gastou pouco esforço e tempo com você, mas ficará mais disposto a conceder descontos se o contrário ocorrer.

- Não diga que é impossível fazer negócio nas condições propostas. Isso cria um clima de guerra e dificulta a negociação. Vá concordando aos poucos.

- Não se impressione com catálogos, estrutura da loja, cargo do vendedor.

- Duvide de argumentos apresentados sem explicação razoável.

- O preço nem sempre reflete a qualidade do produto. Os testes do Idec e de outras instituições mostram não haver nenhuma relação direta entre preço e qualidade.

- Outro argumento comum para não dar desconto é que esse é o preço de mercado ou foi tabelado pelo fabricante ou pela diretoria da loja. Quem faz o preço de mercado são os custos e lucros do fabricante e vendedor, e a disposição do consumidor para pagar. Além disso, quem garante que os preços estipulados pela diretoria ou que aquela tabela é a que tem os preços mais baixos ao consumidor? Veja e ofereça alternativas:

- E se eu retirar a mercadoria?
- E se dispensar esse acessório?
- E se eu pagar agora?

- Teste! A maioria dos orçamentos é flexível. Pergunte sobre esquemas alternativos de pagamento e entrega.

- Uma estratégia muito eficaz é fazer um ''leilão'': diga ao vendedor que você está pesquisando os preços e fará uma compra dentro de alguns dias pela melhor oferta, mas não naquele momento. Vá a algumas lojas com esse argumento. Em geral, funciona na maioria das vezes.

- Lembre-se de que ouvir não quer dizer concordar. A pessoa também não precisa comprar para o vendedor não ficar bravo, porque tomou muito tempo dele ou o atrapalhou. O vendedor existe para ajudar, mas se o consumidor não estiver satisfeito com o produto, preço ou condições, não precisa comprar para ser agradável. Afinal, é o seu dinheiro e o seu direito de escolha que estão em jogo.

- Comprando
Seja ousado no fechamento do negócio, tome atitudes diretas, saque o talão de cheques e, na hora de preencher, peça um último desconto ou brinde. O vendedor provavelmente não vai querer perder um negócio quase fechado por isso.

Mais informações, veja no site: www.idec.org.br

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