IDEC - De olho nos planos de celulares
São Paulo - Praticidade e baixo custo têm atraído cada vez mais consumidores a optarem pela telefonia móvel. Segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), há apenas 39,2 milhões de linhas de telefones fixos em serviço (em dezembro de 2003) para os 52,4 milhões de aparelhos habilitados na telefonia móvel, em maio último. Dentro desse universo de celulares, 78,8% dos usuários são do sistema pré-pago. Para orientar o consumidor nas várias opções do mercado, o Idec fez uma pequisa de planos de celulares dos sistemas pré e pós-pago.
Apesar da popularização, nem todos os consumidores conhecem os planos oferecidos pelas operadoras, pagando, muitas vezes, tarifas exorbitantes que não condizem ao seu perfil de consumo. Outra diferença importante é entre os sistemas pré e pós-pago. Como o próprio nome diz, no pré-pago, o consumidor paga antes de usar o serviço e no pós, depois. No segundo caso, o usuário deve também assinar um contrato, que implica no pagamento de faturas mensais.
O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) destaca algumas dicas para o consumidor avaliar as necessidades antes de adquirir um celular ou optar por algum plano. Veja as recomendações:
- Analisar o tempo de uso e a frequência de utilização de serviços tarifados (caixa postal, transferência e bloqueio de chamadas);
- Para quem viaja muito, considerar o adicional de chamada em roaming cobrado pelas operadoras;
- Questionar se o celular será uma ferramenta de apoio ao seu trabalho;
- Conhecer antecipadamente seus direitos e obrigações contratuais (prazos e multas) para evitar futuros aborrecimentos.
Após optar pelo sistema (pré ou pós-pago) mais adequado, o consumidor deve escolher operadora e plano. Para ajudar na escolha, o Idec elaborou uma pesquisa que compara o preço de três operadoras (Vivo, Tim e Claro), em cinco perfis diferentes, nos dois sistemas: pré e pós. As tabelas estão disponíveis no site do Idec (www.idec.org.br). No estudo, o consumidor terá uma referência para escolher o plano mais vantajoso para o seu perfil.
Caso o usuário constate que seu plano não é o mais adequado ao seu padrão de consumo e decida mudar, é fundamental estudar os contratos (atual e aquele para qual pretende mudar), verificando os valores cobrados pela transferência e rescisão do contrato antigo. No caso de migração de operadora, a alteração do número pode acarretar transtornos, principalmente, para quem usa o celular como ferramenta de trabalho.
(*) O IDEC é uma associação independente e sem fins lucrativos, que há 16 anos defende os direitos dos consumidores. Informações: (0xx11) 3874-2152 / www.idec.org.br.





