São Paulo - O sono é importante para restaurar as energias físicas e psíquicas, restituindo nosso estado de prontidão. Para que o nosso corpo possa relaxar é preciso respeitar algumas condições como local, quarto, mobília, cama e colchão, roupas, cobertor e, inclusive, temperatura e umidade do ambiente.
Estima-se que problemas de coluna, dores de cabeça, dores lombares e musculares possam ser causados pelo uso de colchões impróprios. ''Uma pessoa que possui uma coluna saudável, se passar a dormir em um colchão inadequado, pode apresentar esses tipos de problemas, pois sua postura também será inadequada'', explica Anita Weigand de Castro, médica fisiatra do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo.
O colchão deve oferecer a sustentação necessária para suportar todo o peso do corpo, mantendo-o em posição correta do ponto de vista ortopédico. Deve também ser firme e flexível. Sua fabricação e comercialização precisam seguir normas técnicas, no caso, a NBR 13.579, editada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Na hora da compra
Verifique se há uma etiqueta de identificação costurada ao revestimento do colchão, confeccionada em material durável, com uma área mínima de 10 cm2 e com as seguintes informações: nome e CNPJ do fabricante; classificação do colchão (simples ou composto); tipo de espuma utilizado; densidade; marca; modelo; dimensões; data de fabricação (mês e ano) ou lote; composição do revestimento e cuidados mínimos para a conservação.
O colchão deve ser 2 cm menor que o espaço da cama. Tenha em mente o seu peso para a escolha adequada da densidade do colchão. Caso o seu peso esteja no limite da densidade adequada, é recomendável que se compre um número acima. Não hesite em experimentar o produto para conferir o modelo e o conforto. A referência para a compra do colchão de casal é a densidade e a dimensão adequadas para a pessoa mais pesada ou mais alta.
Conservação e troca
A superfície do estrado da cama deve ser uniforme para que o produto não seja rasgado, as ripas devem apresentar 4 cm ou 5 cm de largura e ser fixadas em intervalos de 3 cm. Forrar o estrado pode comprometer a ventilação.
A cada 15 dias mude o colchão de posição ou gire-o (''o que estava em cima fica embaixo, o que era pé vira cabeça'', explica Anita). Mensalmente, aspire o pó, escove a seco o tecido e deixe em local arejado. Se possível, exponha-o ao sol, que é um bactericida natural.
Colchão usado: o que fazer?
O produto não é aceito como lixo doméstico, e quem o deixar na rua pode receber uma multa. Em geral, colchões em bom estado são aceitos como doação. Caso o uso esteja comprometido, em São Paulo, por exemplo, a prefeitura criou o ''Ecoponto'', um local para quem quer se desfazer de uma série de materiais, como móveis, eletrodomésticos, alumínio, plástico. Os produtos recolhidos são encaminhados para cooperativas de reciclagem e os não-recicláveis são levados até um aterro. O Idec sugere que o consumidor procure a prefeitura de sua cidade para se informar sobre o procedimento adequado ou o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) do fabricante, solicitando uma solução ou encaminhamento do assunto.
(*) O IDEC é uma associação independente e sem fins lucrativos, que há 16 anos defende os direitos dos consumidores. Informações: (11) 3874-2152 / www.idec.org.br.

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