IDEC - Como evitar doenças transmitidas por alimentos
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 16 de abril de 2004
Marilena Lazzarini<br> Especial para AE 
São Paulo - A segurança alimentar é um dos grandes problemas do mundo. A contaminação é um perigo presente desde a produção agropecuária até o transporte, a transformação industrial, o armazenamento, a exposição à venda, a preparação domiciliar ou comercial e o consumo.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), anualmente 2,2 milhões de pessoas morrem vítimas de alimentos inseguros em países subdesenvolvidos. Porém, Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs) não são exclusividade de países pobres. Dados da OMS também informam que nos Estados Unidos ocorreram, em 1995, algo próximo a 76 milhões de casos de DTAs, resultando em 325 mil hospitalizações e 5 mil mortes.
- Contaminação química
A contaminação química pode ocorrer em qualquer ponto da cadeia produtiva. O Idec destaca alguns cuidados:
- Na hora da compra certificar-se de que o produto apresente rotulagem clara com informações necessárias para se conhecer a origem do produto como identificação do fabricante ou responsável pela marca (nome, endereço completo e CNPJ), relação de ingredientes, informações nutricionais, prazo ou data de validade e demais informações de segurança para o alimento;
- Verifique a integridade da embalagem do produto, rejeitando aquelas com rasgos, fissuras e perfurações, ausência de lacres ou amassadas;
- Ao adquirir produtos hortifrutigranjeiros a granel (sem embalagem ou rotulagem), realizar inspeção quanto à sua integridade, verificando rachaduras (ovos), manchas não características à espécie, aspecto das folhas, presença de danos físicos e outras circunstâncias que poderiam ter sido originadas ou dar origem a uma contaminação química;
- Nunca transportar ou armazenar alimentos próximo aos produtos de limpeza ou outros que contenham composição química que possa ser perigosa à integridade e qualidade do alimento;
- Na impossibilidade de armazenar alimentos e produtos químicos em locais diferentes, certificar-se de que aqueles estejam acima destes e em local arejado, evitando-se assim que odores indesejáveis possam macular gêneros alimentícios;
- Nunca preparar alimentos simultaneamente a qualquer tipo de higienização, especialmente a da área de preparo;
- Higienizar os vegetais antes de preparar outros alimentos.
- Cuidado com os corpos estranhos
A contaminação física dos alimentos está relacionada diretamente à presença de matérias estranhas à sua natureza e ocorre devido a diversos fatores, que vão desde falhas de produção, danos em equipamentos, utensílios e instalações das áreas de produção e preparação até fraudes como cevada e milho em café torrado e moído, areia em sachês de chá etc.
Nos grãos como feijão, arroz e outros, identifique possíveis matérias estranhas torrões de terra, pedras, grãos de areia e partes indesejáveis do próprio vegetal, como talos, partes da vagem, grãos não descascados no caso do arroz, o chamado ''marinheiro'';
- Não confie em informações como ''não é necessário lavar'';
Não prepare alimentos em ambientes em reformas. Prática semelhante deve ser adotada quanto a restaurantes, lanchonetes etc., isto é, nunca fazer refeições em estabelecimentos em reformas ou manutenção de equipamentos ou outras estruturas. Aliás, esta prática é vetada pela legislação e sujeita o infrator a multa e interdição do estabelecimento;
Evite preparar alimentos em ambientes abertos e sujeitos a intempéries como ventos, chuva etc.
Ao constatar contaminação, solicite a troca e notifique o serviço de vigilância sanitária.
Sobre aditivos alimentares, consulte o site www.idec.org.br. Consulte também o Guia do Consumo com Segurança, da série Cidadania, publicado pelo Idec.
(*) O IDEC é uma associação independente e sem fins lucrativos, que há 16 anos defende os direitos dos consumidores. Informações: (0xx11) 3874-2152 / www.idec.org.br.


