IDEC - As opções de financiamento imobiliário
Diante do surgimento de novas modalidades de crédito e das notícias sobre a explosão de oferta de dinheiro para a aquisição da casa própria, é necessário que o consumidor saiba qual é a melhor opção para financiar um imóvel. Ao lado dos financiamentos habitacionais convencionais surgiram, nos últimos meses, outras modalidades de crédito para a casa própria. Confira as opções:
- Prestações fixas
As mensalidades são fixas e, portanto, não são corrigidas pela taxa referencial (TR). Há até carência para que a primeira parcela seja quitada. Porém, as taxas de juros podem passar de 20% anuais, contra 8% ao ano de outras modalidades. Ao final de 10 anos, os juros reais podem ultrapassar facilmente a casa dos 180%. Em meados de 2005, o financiamento era voltado apenas para imóveis com valor acima de R$ 300 mil, mas hoje algumas instituições já oferecem planos para imóveis a partir de R$ 40 mil. Em geral, não é financiado o valor integral do imóvel, mas algo em torno de 70% do total.
- Consórcio
Em 2005, esse tipo de crédito cresceu 41,8% em todo o País, em relação a 2004, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). É menos burocrático, pois dispensa a comprovação de renda e costuma comprometer menos a renda do consumidor. A maior vantagem é que não tem taxas de juros, mas normalmente o cotista paga uma taxa de administração, uma contribuição para o fundo comum e um seguro de vida. Conheça algumas particularidades dos consórcios:
- Você não desfruta imediatamente do imóvel, já que deve ser sorteado ou fazer um lance para obter a carta de crédito.
- Verifique se a administradora é idônea junto ao Banco Central (que é quem regulamenta e fiscaliza a atividade) e ao Proteção ao Consumidor (Procon).
- Com a possibilidade de ''quebra'' da empresa, verifique o tempo de sua atuação no mercado e a força da marca/nome.
- Leia o contrato atentamente, verifique se confere com o prometido na propaganda de marketing e peça todos os esclarecimentos.
- Desconfie de empresas que vendem cotas premiadas. Existem diversos processos judiciais contra elas.
- Crédito consignado
Está em fase de estudos, e no princípio será voltado para funcionários públicos e militares. Depois, o governo quer estendê-lo a trabalhadores da iniciativa privada. Inicialmente, permitiria financiamentos para mutuários com renda mínima de R$ 1.750,00 (cinco salários mínimos). Sua regulamentação deve ser divulgada nos próximos 30 dias. Ele pode ser também uma alternativa para expandir o financiamento imobiliário e diminuir o déficit habitacional brasileiro. No entanto, se não atingir mutuários de baixa renda e se os limites de juros fixados pelo governo não forem razoáveis, a medida poderá beneficiar somente bancos e construtoras.
O exemplo do crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS é ilustrativo: mesmo com a garantia de pagamento do empréstimo, já que as parcelas são abatidas do benefício dos aposentados, os bancos que oferecem esse crédito ainda cobram taxas de juros reais exorbitantes que podem chegar a 20% ao ano. O Idec denunciou esse abuso em maio de 2005. Para saber mais acesse o site do Idec: www.idec.org.br
(*O Idec é uma associação independente e sem fins lucrativos, que há 18 anos defende os direitos dos consumidores. Informações: (11) 3874-2152 www.idec.org.br.





