IDEC - As 10 ''regras de ouro'' da OMS no manuseio de alimentos
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 22 de abril de 2005
Marilena Lazzarini<br>Especial para a Agência Estado 
São Paulo Quem não levou um susto com a história da garapa que transmitiu a Doença de Chagas em Santa Catarina ou com o surto da ''tênia do peixe''? Até o momento, era de conhecimento dos cientistas que a transmissão da patologia se dava apenas por meio da picada do inseto barbeiro. E essa tênia, similar àquela transmitida pela carne suína, é quase uma total desconhecida que está desencadeando pesquisas sobre o parasita Diphyllobothrium ssp.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças transmitidas por alimentos são responsáveis por 1,5 bilhão de casos de diarréia. Mais vulneráveis a problemas com alimentos, as crianças são as maiores vítimas fatais. De acordo com a OMS, três milhões de crianças menores de cinco anos já morreram no mundo inteiro. Nos Estados Unidos, o governo gasta em torno de 1 bilhão de dólares com a segurança alimentar.
Como em saúde pública o melhor é prevenir, o Idec lembra as 10 regras de ouro da OMS que devem ser seguidas pelo consumidor ao comprar e preparar seus alimentos. Este conjunto de dicas é uma referência mundial e, frequentemente esquecido, até mesmo pelas autoridades.
1) Evitar os alimentos de procedência duvidosa.
Os alimentos consumidos crus (como frutas, verduras e legumes) devem ser muito bem lavados. Não compre ovo, frango e leite de origem clandestina.
2) Cozinhar bem os alimentos.
Carnes e peixes devem ser cozidos em temperatura superior a 70ºC, eliminando muitas contaminações. Os alimentos que estiverem congelados devem ser bem descongelados antes de começar a preparar a cozinhar.
3) Fazer a quantia certa para evitar sobras.
Quando os alimentos cozidos são deixados à temperatura ambiente, os microrganismos começam a se multiplicar. Quanto mais se espera, maior o risco. Para não correr perigos desnecessários, convém comer os alimentos imediatamente.
4) Guardar cuidadosamente as sobras.
As sobras de alimentos devem ser guardadas na geladeira, em temperatura igual ou inferior a 10 graus. No caso de alimentos para lactentes, o melhor é não guardá-los.
5) Aquecer bem os alimentos cozidos.
Aqueça muito bem os alimentos que foram gelados: mexa e misture para aquecer por igual. Se possível, junte água, que permite a fervura e mata os microorganismos.
6) Não misture os alimentos crus e cozidos.
Quando se corta um alimento cru, deve-se lavar a faca e a tábua antes de cortar um alimento cozido. Evite tábuas de madeira e colheres de pau. Prefira polietileno e plástico resistente.
7) Lavar as mãos antes de cozinhar.
Mantenha as mãos muito limpas antes de começar a cozinhar. Depois de mexer com carne, peixe ou frango, lave as mãos antes de manusear os temperos.
8) Manter a cozinha limpa.
Como os alimentos se contaminam facilmente, convém manter limpas todas as áreas onde será feito o preparo, incluindo também os utensílios e equipamentos a serem utilizados.
9) Proteger os alimentos dos insetos e animais.
Eles transportam microorganismos que causam doenças. Proteja os alimentos, guardando-os em vasilhas bem fechadas.
10) Utilizar sempre água pura.
Para beber ou cozinhar use sempre água pura. Em caso de dúvida quanto à pureza, ferva a água durante 15 minutos.
Caso o consumidor sofra uma intoxicação alimentar, ele deve notificar imediatamente a vigilância sanitária de seu estado.
Serviço:
(*) O IDEC é uma associação independente e sem fins lucrativos que há 17 anos defende os direitos dos consumidores. Informações: (0xx11) 3874-2152/www.idec.org.br.


