Há necessidade de continuidade em processos para garantir segurança jurídica e atrair empreendimentos, diz o economista Roberto Zurcher, da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná). "Tem de deixar bem claras as regras e não se pode mudar tudo a cada prefeito que assume, como ocorre em muitas cidades." Zurcher afirma que a Fiep fez um levantamento junto a empresários que escolheram o Paraná para instalar um empreendimento, que serve de modelo para Londrina. Os primeiros itens citados são a localização em relação ao acesso a grandes mercados consumidores, como São Paulo, e a oferta de insumos. Em terceiro, aparece a qualificação da mão de obra e somente então características como incentivos fiscais e menor burocracia. "Assim como o Paraná, Londrina tem mão de obra qualificada, está próxima de São Paulo e de Curitiba, então atende essas características." Para ele, decisões ou empecilhos políticos podem ter prejudicado a cidade ao longo das décadas. Porém, diz que ter uma área já disponibilizada para a instalação de indústrias afeta, e muito, a decisão do investidor. "Muitos prefeitos já oferecem um parque com licenças ambientais encaminhadas, então existem alguns municípios que foram mais dinâmicos do que outros", conta Zurcher.
O economista cita Curitiba como exemplo de cidade que usou do que chama de "efeito demonstração". "Com zoneamento pronto para a cidade industrial, assumiram o compromisso de comprar ônibus de uma grande empresa de transportes que se instalou e que trouxe várias outras menores, inclusive uma de peças que hoje emprega mais gente do que a primeira grande a se instalar", explica. "Há novos movimentos de investimentos para o País e para o Paraná, que tem um dos programas mais antigos de incentivo fiscal. Ter regras e condições claras pode definir tudo", completa. (F.G.)

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