O custo de vida dos paulistanos subiu 7,21% no ano passado, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Em 99, o índice havia sido de 9,57%. Segundo o Dieese, as taxas do segundo semestre deram maior contribuição para o índice anual – somaram 5,10%, contra 2,01% no primeiro. Em dezembro, a taxa foi de 0,82%.
‘‘O comportamento dos preços no ano passado revelou taxas bastante diferenciadas, com destaque para os aumentos com transportes e saúde’’, diz o Dieese. Os gastos com transportes foram os que mais subiram no ano passado, com 16,04%, repetindo o que já ocorrera em 99, com 22,71%. Nos dois anos o principal fator de pressão foi o transporte individual, com aumentos de 22,07% e 26,63%, respectivamente. Em 2000, a gasolina subiu 36,12%; o álcool, 31,92%; e o diesel, 27,09%.
As despesas com saúde (convênios médicos, consultas, remédios etc.) tiveram a segunda maior alta do ano, com 9,65%. Em 99, o aumento foi de 14,72%.
Gastos com educação e leitura aumentaram 7,28%, basicamente devido ao reajuste das mensalidades escolares, com 7,78%. As despesas com equipamentos domésticos subiram 6,13%, com destaque para os móveis, com 13,21%. Gastos com habitação tiveram alta de 5,47%, enquanto os com recreação subiram 4,50%. A alimentação do paulistano aumentou 4,84%.

mockup