ICMS reflete no preço dos combustíveis
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quarta-feira, 01 de abril de 2009
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Até o final da semana, a gasolina deve ficar mais cara em todos os postos de combustíveis. O litro do produto deve subir, em média, R$ 0,10 por conta da elevação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que teve a alíquota aumentada de 26% para 28% desde ontem. A alteração faz parte da minirreforma tributária do governo do Paraná. O litro da gasolina pode chegar a até R$ 2,59 na Capital e no Estado. Ontem, era possível encontrar diversos postos com preço antigo, mas já havia alguns no centro da cidade com o valor de R$ 2,599.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Roberto Fregonese, disse que muitos postos e consumidores se preveniram e encheram os tanques no início da semana. Segundo ele, houve um aumento grande de movimento nos postos na segunda e terça-feira.
Fregonese lembrou que entre a segunda quinzena de janeiro e 20 de março, houve uma guerra de preços grande em Curitiba, o que reduziu os preços para o consumidor. Um dos motivos que levou a esta situação foram a entrada no mercado da gasolina formulada (fabricada em petroquímicas e não nas refinarias) que custa R$ 0,15 a menos. O outro foi a ''enxurrada de álcool sem procedência que entrou na Capital'', justificou.
Segundo ele, há dez dias os preços começaram a voltar à normalidade. Fregonese esclareceu que não houve aumento preventivo de preços em função das mudanças no ICMS.
O sindicalista explicou que o litro da gasolina custa R$ 1,0866 na refinaria. Sobre este valor incidem R$ 0,44 de impostos federais (Cide, PIS e Cofins), além do ICMS que passou de R$ 0,8780 por litro para R$ 0,9718. Fregonese acredita que não há espaço para que o preço ao consumidor final seja maior que R$ 2,59.
Segundo o último levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP), do período de 22 a 28 de março, o litro da gasolina variava de R$ 2,12 a R$ 2,49 em Curitiba. Em Londrina, a variação era de R$ 2,45 a R$ 2,57.
O preço a ser praticado daqui para frente, na avaliação do presidente do Sindicombustíveis, vai depender do local e da concorrência. Há uma situação peculiar dos postos localizados em fronteira com o Estado que podem ter preços mais baratos já que os estados vizinhos não tiveram aumento de ICMS.
A empresária Ana Paula Chedid considera o aumento ruim e pretende pesquisar preços nos postos antes de abastecer. O aposentado Manoel Carvalho disse que optou pelo carro flex devido ao preço da gasolina. ''Se eu trocar de carro vou pegar um a diesel ou gás natural'', disse.
''Acho o aumento da gasolina um absurdo'', disse a dona de casa Vera Pisane. ''A gente só paga imposto e a segurança e saúde não funcionam'', reclamou. Ela tem carro a gasolina e antes do aumento abastecia com combustível podium. Agora, vai substituir pela gasolina comum.


