ICMS emperra reforma, diz Hauly
Dorico da SilvaHauly: compasso de esperaA reforma tributária não sai antes das eleições presidenciais, na opinião do deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB). Presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara e vice-líder do governo no Congresso, Hauly afirma que a reforma tributária depende só da vontade dos governos estaduais, donos do maior imposto do País, que é o ICMS - Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços.
Já fizemos mudanças no imposto de renda. Agora, o principal é mexer no ICMS. A tributação tem que ser mudada da origem para o destino. É este ponto que emperra o processo. O estado de São Paulo, responsável por 40% do ICMS arrecadado no Brasil, não quer deixar de tributar na origem. Atualmente, 12% fica para quem produz e 5% para quem consome. Este cálculo precisa ser alterado.
No ano passado, o ICMS arrecadado no País foi de R$ 58 bilhões. O Imposto de Renda arrecadou R$ 37 bilhões e, o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), R$ 16 bilhões. O valor do ICMS é superior à soma do imposto de renda com o IPI, diz Hauly. Temos que extinguir o ICMS, o PIS/Pasep, o Cofins e vários outros tributos, criando um imposto alternativo. Os impostos em cascata causam impactos negativos no Custo Brasil, diz o deputado.





