Ibovespa vai na contramão do exterior e termina em baixa
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quinta-feira, 08 de novembro de 2018
Agência Estado 
Subiram
Juros longos
Desceu
Petrobras
Desconforto vem de ruídos
na equipe de Bolsonaro
O Índice Bovespa teve na quarta-feira (7) dois momentos distintos, com alta superior a 1% pela manhã e queda na mesma proporção no período da tarde. Os resultados da eleição parlamentar dos Estados Unidos favoreceram uma percepção mais favorável aos mercados de maneira geral, na primeira etapa dos negócios, Na segunda, as incertezas e ruídos do cenário doméstico incentivaram as ordens de venda de ações. Ao final da sessão, o Ibovespa marcou 87.714,35 pontos, com baixa de 1,08%. "Há declarações desencontradas na equipe de Bolsonaro e o fato é que o mercado não sabe bem como será a política econômica", disse Camila de Caso, economista da Spinelli Corretora.
Papéis da Petrobras e de
financeiras puxam queda
O Ibovespa andou na contramão dos demais mercados acionários pelo mundo, tanto emergentes quanto desenvolvidos. No final da tarde, o MSCI Emerging Markets, que mede a variação dos índices de ações de 24 países emergentes, tinha ganho de 1,64%. A virada da Bolsa teve a contribuição dos papéis da Petrobras, que terminaram o dia com perdas de 2,21% (ON) e de 3,27% (PN). Ações do setor financeiro, bloco de maior peso na composição do índice, perderam acima de 3%, como no caso de B3 ON (-3,39%). Mesmo com as quedas de quarta e também o recuo de 1,04% de terça-feira (6), o Ibovespa contabiliza ganho nominal de 6,55% em 30 dias e de 14,81% no acumulado de 2018.
Avanço dos democratas
nos EUA derruba dólar
Em dia de forte volume de negócios, o dólar teve uma sessão volátil, caindo pela manhã, subindo no começo da tarde e voltando a cair em seguida, com os investidores acompanhando o mercado externo, onde a moeda americana caiu entre vários emergentes com o partido democrata conquistando a maioria na Câmara dos Estados Unidos. Aqui, as mesas seguiram monitorando o governo de transição de Jair Bolsonaro (PSL) e continuam causando desconforto no mercado as informações desencontradas da equipe, principalmente sobre a reforma da Previdência e o comando do Banco Central. No mercado à vista, fechou em baixa de 0,54%, a R$ 3,7395. No futuro para dezembro, terminou em R$ 3,7380, em queda de 0,80%.
Taxas de juros têm sinais
distintos nos vencimentos
Os juros futuros de curto prazo fecharam a sessão em baixa e os longos, em alta, em meio ao IPCA de outubro perto do piso das estimativas e ao desconforto trazido pela leitura de que falta sintonia nas declarações de Bolsonaro e de membros de sua equipe. Ainda na ponta longa pesaram as especulações de que o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, não ficaria no cargo no novo governo. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 7,13%, de 7,153% no ajuste anterior. A do DI para janeiro de 2021 subiu de 8,113% para 8,15%. Para janeiro de 2023 encerrou em 9,31%, de 9,273%. A taxa do DI para janeiro de 2025 avançou de 9,822% para 9,86%.


