Ibovespa tem terceira alta seguida e dólar sobe
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
Agência Estado 
Subiu
Gol ON
Desceram
Taxas de juros
Cotações acompanham
cenário internacional
O Índice Bovespa teve na quinta-feira (13) a terceira alta consecutiva. Após um pregão de liquidez reduzida e noticiário escasso, o índice brasileiro fechou aos 87.837,59 pontos, com valorização de 0,99%. Os negócios somaram R$ 10,7 bilhões. Mesmo assim, contabiliza perda de 0,31% na semana e de 1,86% em dezembro. Sem novidades no cenário doméstico, o ambiente internacional manteve-se como referência. As bolsas de Nova York enfrentaram instabilidade, com atenções divididas entre a tendência ao entendimento entre EUA e China. mas com apreensão pela entrevista do presidente Donald Trump para se defender de acusações de pagamentos irregulares por um ex-advogado.
Financeiras e Petrobras
puxam desempenho
A fraqueza dos índices de Nova York foi o principal fator de instabilidade do Ibovespa. A alta que predominou à tarde foi apoiada principalmente nas ações do setor financeiro, bloco de maior peso na carteira do Ibovespa. O destaque foi para Banco do Brasil ON (+2,56%) e Bradesco ON (+2,88%). A alta dos preços do petróleo se acelerou no fim da tarde e favoreceu os papéis da Petrobras, que enfrentaram volatilidade, mas terminaram o pregão com ganhos de 0,53% (ON) e de 0,26% (PN). Na análise por ações, um dos destaques do dia foi Gol ON, que subiu 5,26% depois que o governo federal anunciou Medida Provisória que permite a participação de capital estrangeiro nas aéreas brasileiras.
Dólar segue valorização
ante moedas emergentes
Após dois dias de queda, o dólar voltou a subir e terminou em R$ 3,8840, alta de 0,67%. Em dia de menor volume de negócios, o câmbio foi influenciado pelos movimentos no mercado externo, com o dólar ganhando força entre moedas de emergentes, como o peso mexicano, o argentino e o rand da África do Sul e as moedas de países desenvolvidos, sobretudo o euro, após o Banco Central Europeu (BCE) reduzir previsões de crescimento para a zona do euro. Também contribuiu a tendência de redução do diferencial de juros entre o Brasil e os Estados Unidos, após o Copom (Comitê de Política Monetária) sinalizar na última quarta-feira (12) que não planeja subir a Selic tão cedo.
Taxas de juros desabam
após ata 'dovish' do Copom
Os juros futuros fecharam a sessão em queda firme ao longo de toda a curva, refletindo a perspectiva de que a Selic poderá permanecer por mais tempo no atual patamar de 6,50%. A percepção, por sua vez, teve por base o comunicado do Copom, visto como mais leve, além dos dados fracos das vendas do varejo divulgados na manhã de quinta. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 fechou em 6,401%, de 6,402% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2020 caiu de 6,721% para 6,620%. A taxa do DI para janeiro de 2021 encerrou a 7,58%, ante 7,753% no anterior. A do DI para janeiro de 2023 recuou de 9,083% para 8,91% e a do DI para janeiro de 2025, de 9,682% para 9,52%.


