Ibovespa tem novo recorde de fechamento
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
Agência Estado 
Dólar (subiu)
Juros futuros (desceram)
Ibovespa tem novo recorde de fechamento
Pregão encerrou em alta de 1,01%, aos 95.351,09 pontos
O Ibovespa alcançou na sessão desta quinta-feira (17), um novo topo histórico, na marca dos 95 mil pontos. Encerrou o pregão em alta de 1,01%, aos 95.351,09 pontos com o otimismo sobre a agenda liberal do novo governo permeando os negócios e levando parcela majoritária das ações à valorização. Ainda sem a participação mais expressiva dos investidores estrangeiros, o giro financeiro ficou em R$ 15,7 bilhões. Bem próximo da reta final, o índice Bovespa ganhou impulso extra com os índices em Nova York indo às máximas.Já por aqui, de acordo com analistas em renda variável, são altas as expectativas sobre o projeto de reforma da Previdência.
Terceiro dia de alta no câmbio
O dólar teve a terceira alta seguida acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior e com as mesas de operação na expectativa por novidades sobre a reforma da Previdência. Na sessão, o dólar à vista encerrou em alta de 0,42%, a R$ 3,7484, a maior cotação de fechamento desde 3 de janeiro (R$ 3,7579). Dos seis últimos pregões, o dólar subiu em cinco e o real deixou de ser a moeda que mais ganhou valor perante a divisa americana no começo deste ano. Entre as principais divisas de emergentes, o dólar caiu mais na Rússia (-4,16%) e na África do Sul (-4,20%), enquanto recuou 3,28% aqui. Pela manhã, o dólar chegou a bater em R$ 3,77.
Quinta-feira com juros futuros em oscilação
O mercado futuro de juros teve novo dia de oscilações contidas, refletindo o compasso de espera por novidades da reforma da Previdência e as margens estreitas para arbitragem. As taxas curtas terminaram o dia praticamente estáveis, com leve viés de baixa na ponta curta. O contrato de DI (Depósito Interfinanceiro) com vencimento em janeiro de 2020 apontou taxa de 6,55%, ante 6,59% do ajuste de quarta. O vencimento de janeiro de 2021 terminou projetando 7,38%, de 7,43% do ajuste anterior. O DI para janeiro de 2023 ficou em 8,50%, de 8,51%. Na parte mais longa, o DI para janeiro de 2025 terminou a sessão aos 9,00%, de 9,01% do ajuste da quarta-feira.
Mercado reage sobre possível mensagem de Guedes em Davos
A principal notícia da tarde no cenário doméstico veio depois do encerramento dos negócios no horário regular. Com o mercado ávido por mais detalhes sobre a proposta de reforma da Previdência que será enviada ao Congresso em fevereiro, houve reação pontual no câmbio e na Bolsa quando foi divulgado que o ministro da Economia, Paulo Guedes, falará sobre o assunto durante a viagem a Davos, na Suíça, no Fórum Econômico Mundial.De acordo com fontes da área econômica, a mensagem de Guedes no fórum será centrada em três pilares: além da reforma da Previdência, as privatizações e a reforma administrativa que está sendo feita pelo governo.


