Subiu
Ibovespa

Desceu
Dólar

Indicação de queda da
Selic anima investidores
A mais recente sinalização de queda da Selic na próxima reunião do Comitê e Política Monetária (Copom) e o bom momento das bolsas em Nova York levaram o Ibovespa a fechar o primeiro pregão de 2018 na máxima histórica, ultrapassando pela primeira vez a marca dos 77 mil pontos. Investidores têm deixado um pouco de lado a agenda política, em razão do recesso do Congresso e do fato de que o primeiro evento relevante do ano, o julgamento do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, só ocorrerá no fim do mês. A declaração sobre a Selic indica movimento de redução das despesas financeiras das empresas e colabora para a retomada da economia.

Recorde de exportações
gera otimismo para 2018
A divulgação da balança comercial reafirmou o otimismo dos investidores com a retomada da economia. Em 2017, houve saldo comercial positivo recorde de US$ 67,001 bilhões, com US$ 185,2 bilhões em exportações, maior valor desde 2014 e alta de 18,5% em relação aos números de 2016. Houve ainda recorde de volume embarcados para os outros países, com 692 milhões de toneladas). As importações igualmente tiveram resultado expressivo, de US$ 150,745 bilhões, alta de 10,5% ante 2016. Com isso, o Ibovespa encerrou o dia com ganho de 1,95%, aos 77.891,03 pontos, na sua sétima alta consecutiva. O volume foi de R$ 8 bilhões.

Dólar recua à mínima
e fecha em R$ 3,25
O dólar à vista fechou a primeira sessão de 2018 em queda firme, na casa dos R$ 3,25, após ter encerrado 2017 em R$ 3,3155. O recuo foi visto desde o período da manhã e se ampliou o declínio ante o real e bateu sucessivas mínimas, especialmente após a divulgação de dados robustos da balança comercial brasileira em 2017. A moeda fechou em baixa de 1,71%, aos R$ 3,2587, perto da mínima de R$ 3,2577 (-1,74%). Na máxima chegou a R$ 3,2955 (-0,60%). O volume financeiro foi firme, de US$ 1,936 bilhão. No segmento futuro, o dólar com vencimento em fevereiro fechou em R$ 3,2710 (-1,77%), com volume de US$ 16,076 bilhões. Oscilou da máxima de R$ 3,3080 à mínima de R$ 3,2685.

Taxa de juros recua com
percepção sobre inflação
A percepção ainda melhor do cenário de inflação e o retorno de fluxo para mercados emergentes, além da forte desvalorização do dólar, ditaram baixa aos juros futuros na primeira sessão de 2018. As taxas intensificaram o ajuste, encerrando perto das mínimas do dia. Também contribuiu a confirmação da manutenção da nota de crédito do País pela agência de classificação de risco Standard and Poor's no fim de 2017. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro para janeiro de 2019 caía de 6,87% no ajuste de quinta-feira para 6,81%. A do DI para janeiro de 2020, de 8,07% para 7,93%. Os DIs para janeiro de 2021 e 2023 apontavam 8,88% e 9,79% ante 9,06% e 9,99%, respectivamente.

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