Bolsa (sobe)
Juros futuros (descem)

Índice fecha com alta de 0,47%
Com o volume de negócios reduzido praticamente à metade da média, o Índice Bovespa teve um pregão morno nesta quarta-feira (5). O índice terminou o dia em alta de 0,47%, aos 89.039,79 pontos. Os negócios somaram R$ 8,5 bilhões, revelando a ausência de investidores estrangeiros devido ao feriado de luto nos Estados Unidos, por ocasião da morte do ex-presidente George H.W. Bush.
A divulgação do plano estratégico e de negócios da Petrobras não interferiu nos preços das ações. Petrobras ON e PN tiveram ganhos de 0,60% e 0,87%. Já os papéis do setor financeiro tiveram desempenho fraco ao longo do dia. O destaque foi Banco do Brasil ON, que subiu 1,01%.


Câmbio tem segundo de dia de alta

O dólar teve novo dia de alta, mas teve ritmo mais fraco de negócios, por causa do fechamento do mercado financeiro nos Estados Unidos. O câmbio aqui acompanhou a cautela dos investidores internacionais, com a moeda americana subindo perante boa parte dos emergentes, em meio a renovados temores sobre os rumos na economia mundial. O dólar engatou a segunda alta seguida, subindo 0,31% e fechou em R$ 3,8672. Operadores relatam que a saída de fluxo de estrangeiros prosseguiu nesta quarta. Só este mês, houve saídas de líquida de US$ 12,987 bilhões

Juros futuros fecham com viés de baixa


A desaceleração do avanço do dólar tirou pressão da curva de juros com as taxas fechando perto da estabilidade e com viés de baixa. Na maior parte do dia, no entanto, os juros estiveram em alta, sob impacto ainda dos mesmos fatores que já haviam estressado o mercado na terça, como o temor de recessão nos Estados Unidos e com a guerra comercial. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou a 6,940% (mínima), de 6,992% na terça no ajuste, e a do DI para janeiro de 2021 terminou em 7,97%, de 8,013% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2023 passou de 9,213% para 9,18% e a do DI para janeiro de 2025 ficou em 9,77%, de 9,762%.


Incertezas doméstica e no exterior estressam mercado

Na maior parte do dia, no entanto, os juros estiveram em alta, sob impacto ainda dos mesmos fatores que já haviam estressado o mercado na terça (4), como o temor de recessão nos Estados Unidos e com a guerra comercial. Além disso, no Brasil, as dificuldades em torno da aprovação das reformas vão se tornando mais evidentes, o que ajuda a manter o nível de inclinação da curva. "É um dia ruim para o câmbio. Não se sabe o que Trump quer, se o que ele diz é para valer ou se é só para colocar medo. O mercado internacional está confuso e, com relação ao Brasil, está todo mundo de stand by", afirmou Paulo Nepomuceno, estrategista de renda fixa da Coinvalores.

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