Depois de quatro quedas consecutivas, com as quais perdeu 4,6%, o Índice Bovespa teve uma recuperação tímida, com alta de 0,22%, aos 93.082,97 pontos, nesta segunda-feira (15). A escassez de informações concretas sobre a tramitação da reforma da Previdência e a política de preços da Petrobras foi o principal motivo para a falta de fôlego do índice, que alternou pequenas altas e baixas ao longo da tarde. Depois de terem caído entre 7% e 8% na sexta-feira, por conta da interferência de Bolsonaro no diesel, os papéis da Petrobras buscaram uma recuperação. Mas ao final do pregão, Petrobras ON teve queda de 0,07%, enquanto Petrobras PN avançou 0,39%.

Em baixa no exterior e sem novidade local, dólar cai

O dólar teve um movimento de correção nesta segunda, após subir 1,7% nas duas últimas sessões da semana passada. Investidores aproveitaram o dia de dólar em baixa no exterior e de noticiário local fraco para desfazer posições defensivas na moeda americana. O dólar à vista fechou em queda de 0,52%, a R$ 3,8681. Pela manhã, a moeda americana abriu em alta e chegou a encostar novamente em R$ 3,90, como já havia feito na sexta-feira após Bolsonaro segurar o aumento do preço do diesel que havia sido decidido pela Petrobras. A moeda neste patamar atraiu vendedores, principalmente exportadores, de acordo com operadores e as cotações passaram a cair.

Juros futuros iniciam semana em baixa

O mercado de juros iniciou a semana com taxas em queda, otimista sobre um desfecho da tramitação da reforma da Previdência na CCJ ( Comissão de Constituição e Justiça), cuja votação da admissibilidade, prevista para quarta-feira (17), pode ser antecipada para esta terça (16). A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou a sessão regular em 6,530%, de 6,546% na sexta no ajuste, e a o DI para janeiro de 2021 recuou de 7,142% no ajuste para 7,09%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou a 8,22%, de 8,272%, e a do DI para janeiro de 2025 recuou de 8,812% para 8,73%.

Queda é mais acentuada nos contratos de longo prazo

O recuo foi mais acentuado nos contratos de longo prazo, onde estão alojados os prêmios relacionados à percepção de risco político e fiscal, que hoje melhorou durante a espera do mercado pelos eventos em Brasília: a sessão da CCJ para discutir a PEC da Previdência e a reunião entre Bolsonaro e Guedes sobre o diesel. "Temos um cenário ainda em aberto quanto a Brasília. A aprovação da reforma é certa que vai acontecer, mas quanto mais ficarem demorando vai dar muita exposição para a oposição. Se não sair esta semana pode ter estresse", disse Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

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