Ibovespa sobe e termina abril com ganho de 0,98%
Índice fecha com leve ganho de 0,17%
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quarta-feira, 01 de maio de 2019
Índice fecha com leve ganho de 0,17%
Agência Estado 
O Índice Bovespa teve um pregão de oscilações moderadas, em meio ao noticiário escasso, e terminou o pregão desta terça-feira (30), com leve ganho, de 0,17%, aos 96 353,33 pontos. A proximidade do feriado de 1º de Maio e o compasso de espera pela tramitação da reforma da Previdência foram dois fatores que incentivaram postura mais cautelosa do investidor, afirmaram operadores. No mês em que as atenções se concentraram principalmente na reforma previdenciária, o Ibovespa acumulou valorização de 0,98%. Apesar da alta no acumulado de abril, o saldo dos investimentos estrangeiros na Bolsa deve ser negativo no período. Na última sexta-feira (26), houve saída líquida de R$ 308,789 milhões.
Moeda americana encerra em queda no segmento à vista
O dólar encerrou a sessão antes do feriado em queda de 0,50%, a R$ 3,9212, no segmento à vista, o menor valor desde o último dia 16. Operadores destacam que o câmbio nesta terça acompanhou de perto os movimentos do mercado externo, onde a moeda americana teve novo dia de queda, ante divisas fortes e de emergentes, com a crescente expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) possa sinalizar ao final de sua reunião de política monetária nesta quarta (01) um possível corte dos juros. Em abril, o dólar acumulou valorização de 0,13% ante o real, o terceiro mês consecutivo de elevação. No ano, a moeda americana sobe 1,18%.
Juros futuros registram movimentação modesta com viés de baixa
A última sessão de abril foi de movimentação modesta no mercado de juros, com as taxas dos principais contratos tendo fechado a sessão regular em leve baixa nesta terça-feira, após percorrerem a manhã com viés de alta, mas sempre perto dos ajustes de segunda. O câmbio foi a principal referência para a renda fixa. A taxa do contrato de DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2020 fechou em 6,580%, de 6,591% na segunda no ajuste, e a do DI para janeiro de 2021 passou de 7,142% para 7,12%. O DI para janeiro de 2023 encerrou em 8,23%, de 8,262% na segunda no ajuste, e o DI para janeiro de 2025 recuou de 8,782% para 8,75%.
Mercado “vai tranquilo para o feriado”
Vitor Carvalho, sócio-gestor da LAIC-HFM, afirma que, não fosse o câmbio, os juros não tinham muito motivo para subir hoje, em meio à perspectiva de juros baixos no mundo e na ausência de ruídos no cenário político. "O volume caiu bem nos últimos dias o que deixa o mercado mais sujeito a fluxo pontuais e mais relacionados a fatores técnicos", disse. Segundo ele, numa semana mais fraca para a tramitação da reforma da Previdência, o mercado vai relativamente "tranquilo para o feriado", também pela expectativa de uma mensagem "dovish" no comunicado do Federal Reserve na quarta. A agenda de indicadores, mais uma vez, ficou em segundo plano.


