Ibovespa sobe e dólar cai com expectativa por reforma da Previdência
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quarta-feira, 24 de abril de 2019
Agência Estado 
Índice Bovespa se mantém em terreno positivo
A espera pela votação da admissibilidade da proposta de reforma da Previdência foi otimista no mercado acionário brasileiro. Apostando no avanço da matéria na CCJ da Câmara e numa melhora na capacidade de articulação do governo, o mercado manteve o Índice Bovespa em terreno positivo durante todo o pregão, para fechar em alta de 1,41%, aos 95.923,24 pontos. O bom humor do investidor foi alimentado desde cedo pelas informações sobre um acordo entre o governo e partidos que defendiam mudança no texto do relator da proposta na CCJ, deputado Marcelo Freitas (PSL-MG).
Petrobras mostra recuperação de perdas recentes
A melhora da percepção de risco se refletiu em quase todas as blue chips do mercado, mas especialmente nas do chamado "kit Brasil". Foi o caso de Banco do Brasil ON, que subiu 2,01%, e de Eletrobras ON, com ganho de 3,37%. Já os papéis da Petrobras mostraram recuperação de perdas recentes, ajudados pela alta dos preços do petróleo, mas principalmente pela decisão da empresa de promover alteração na forma de divulgar ajustes de preços da gasolina e do diesel, passando a registrar valor por ponto de venda, e não mais pela média do mercado. Ao final dos negócios, Petrobras ON e PN subiram 0,81% e 0,87%.
Dólar vive sessão de extremos e fecha em queda
Pela manhã, o dólar varou o teto de R$ 3,95 e correu até máxima de R$ 3,9638 (maior nível intraday desde 28 de março), insuflado pela alta global da moeda americana e pela postura defensiva dos agentes à espera da reunião da CCJ da Câmara para votar a admissibilidade da reforma da Previdência. O fôlego altista começou a arrefecer à tarde, quando saiu a notícia de que o governo havia acertado os ponteiros com o Centrão em torno da retirada de 'jabutis' do texto da reforma e minguou de vez com o início da sessão do colegiado. Depois de descer até mínima de R$ 3,9142, o dólar à vista fechou a R$ 3,9219, em queda de 0,28%.
Taxas fecham nas mínimas desde 21 de março
Os juros futuros ampliaram a queda e renovaram mínimas, refletindo o aumento do otimismo com a possibilidade de vitória do governo na sessão da CCJ. O recuo das taxas se deu ainda em meio às expectativas cada vez mais pessimistas para o crescimento da economia neste e no próximo ano. A do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou a etapa regular a 6,465%, de 6,490% na segunda no ajuste, e a do DI para janeiro de 2021 caiu de 7,011% no ajuste de segunda para 6,960%. A taxa do DI para janeiro de 2023 caiu de 8,202% para 8,12%. A taxa do DI para janeiro de 2025 encerrou na mínima de 8,65%, de 8,752%.


