A promessa de reconciliação entre Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia deu impulso para uma alta expressiva do Índice Bovespa nesta quinta-feira (28) corrigindo parte das perdas dos últimos dias. Depois de uma abertura levemente negativa, o índice assumiu movimento progressivo de valorização e terminou o pregão aos 94.388,94 pontos, em alta de 2,70%. Os negócios somaram R$ 16,6 bilhões. As altas foram generalizadas, que nos melhores momentos do dia chegou a subir 3,21%. Os ganhos mais representativos ficaram com as blue chips do setor financeiro, tendo entre os destaques Bradesco PN (+5,08%) e Itaú Unibanco PN (+3,96%).

Depois de superar os R$ 4, dólar fecha em queda

O dólar começou a quinta superando o patamar de R$ 4 no mercado à vista, sinalizando que o dia poderia ser tenso novamente no mercado de câmbio. Mas o arrefecimento dos ânimos entre Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o mercado externo mais calmo ajudaram a acalmar o nervosismo e os investidores aproveitaram para fazer um movimento de ajuste. O Banco Central injetou US$ 1 bilhão no mercado. A expectativa pelo anúncio do relator da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ajudou a ampliar o ritmo de queda. A moeda americana fechou em queda de 0,96%, a R$ 3,9165.

Em queda, taxas devolvem os prêmios acumulados na quarta

Uma série de ações do governo para tentar conter os efeitos da aprovação da PEC do Orçamento Impositivo na Câmara e apaziguar a relação com o Congresso abriu espaço para uma forte queda das taxas dos contratos futuros, que praticamente devolveram os prêmios acumulados na quarta (27). A taxa do contrato de DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2020 fechou em 6,495%, ante 6,566% no ajuste de quarta, e a taxa do DI para janeiro de 2021 caiu para 7,11%, de 7,272%. Entre os contratos intermediários e longos, o DI para janeiro de 2023 terminou em 8,22% ante 8,472%% no ajuste anterior, e a do DI janeiro 2025 caiu de 9,052% para 8,74%.

Andamento da reforma da Previdência ainda preocupa mercado

Para o gestor de recursos Paulo Petrassi, era de se esperar que um sinal de distensão nas relações entre o governo e o Congresso abrisse espaço para uma correção. Ele ressalta, contudo, que, apesar do alívio hoje, ainda há muita preocupação com o andamento da reforma da Previdência."O cenário deve ficar volátil daqui para frente, porque ainda vai haver muito atrito na negociação da Previdência", afirma. Aos sinais de trégua política somou-se a ação do Tesouro Nacional, que contribuiu para tirar pressão das taxas, ao reduzir de forma expressiva a oferta de LTN (Letras do Tesouro Nacional) e NTN-F (Notas do Tesouro Nacional - Série F) em leilão.

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