O noticiário político da terça-feira (28) reforçou o clima mais otimista em relação à aprovação da reforma da Previdência e deu fôlego para o Índice Bovespa alcançar nova alta significativa, reconquistando o patamar dos 96 mil pontos. Após o feriado dos Estados Unidos, investidores estrangeiros voltaram às compras e levaram o índice aos 96.392,76 pontos, com alta de 1,61%, na contramão das bolsas de Nova York. Os negócios foram robustos e somaram R$ 23,9 bilhões. Entre os papéis financeiros, destaque para Itaú Unibanco PN (+2,81%), Bradesco PN (+2,76%) e B3 ON (+2,97%). Entre as varejistas, as que se sobressaíram foram B2W ON (+6,57%) e Magazine Luiza PN (+6,18%).

Moeda americana tem queda de 0,29% e fecha em R$ 4,0235

A melhora do ambiente político em Brasília, e a perspectiva positiva para o avanço da reforma da Previdência, ajudou o real a se descolar de outras moedas de países emergentes e ganhar força em relação ao dólar nesta terça. A moeda americana subiu ante divisas fortes, como o euro e a libra, por conta de estresse no mercado internacional com a situação fiscal da Itália, e moedas como o peso mexicano e o rublo da Rússia, mas caiu 0,29% perante o real, terminando o dia em R$ 4,0235. Operadores ressaltam ainda que a entrada de um fluxo de dólares de exportadores também contribuiu para reforçar a valorização do real.

Juros futuros encerram a terça-feira em movimento de baixa

Os juros futuros aprofundaram o movimento de baixa em meio ao aumento do otimismo com o cenário político, aceleração da queda dos rendimentos dos Treasuries e do recuo do dólar. Com seis fechamentos em queda em sete sessões, as taxas renovaram nesta terça-feira, 28, mínimas históricas de fechamento na ponta longa. Numa sessão de forte volume, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 fechou em 6,610%, de 6,751% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2023 caiu de 7,912% para 7,73%. A taxa do DI para janeiro de 2025 encerrou em 8,36%, de 8,522% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2027 encerrou na mínima de 8,72%, ante 8,861%.

Taxas de curto prazo fecham abaixo dos 6,40% do CDI

O movimento refletiu ainda o exterior, onde o desenho da curva dos Treasuries sinaliza aumento da aposta numa desaceleração mais profunda da economia norte-americana e da chance de corte de juros pelo Federal Reserve. Os contratos curtos também foram destaque. A maioria das taxas dos vencimentos até janeiro de 2021 fechou abaixo dos 6,40% do CDI e já indica apostas mais firmes de queda da Selic na curva doméstica. A precificação de queda da taxa básica já é visível na curva a termo, a partir do Copom de julho. Segundo cálculo de um gestor, a curva precifica em torno de 20 pontos-base de queda distribuídos ao longo dos encontros de política monetária do segundo semestre.

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