Subiu
Petrobras

Desceu
Dólar

Esforços por reforma da
Previdência puxam alta
A bolsa brasileira teve um pregão de forte alta na terça-feira (30), influenciada principalmente por investidores locais que levaram o Índice Bovespa a subir 3,69%, aos 86.885,71 pontos, maior pontuação desde 12 de março (86.900 pontos). A alta respondeu a fatores externos, com o restabelecimento do apetite por risco que impulsionou as bolsas de Nova York e a maioria dos índices emergentes, e internos, com as sinalizações dadas pelo futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, sobre esforços para fazer avançar a reforma da Previdência. Mesmo diante das sucessivas retiradas de recursos externos, o Ibovespa acumula alta de 9,51% em outubro.

Papéis de bancos e ligados
a commodities têm saltos
Na análise por ações, uma das evidências da influência política foi a alta dos papéis da Petrobras. Importantes termômetros da percepção política, os papéis da estatal fecharam nas máximas do dia, com ganhos de 5,53% (ON) e 5,98% (PN), mesmo em um momento de quedas expressivas dos preços do petróleo. Vale ON teve comportamento semelhante, uma vez que minimizou a queda do minério de ferro e terminou o dia em alta de 1,45%. As ações do setor financeiro subiram em bloco. Banco do Brasil, outra ação sensível à percepção de risco político, subiu 2,94%. O otimismo do investidor com sinalizações do novo governo minimizou ruídos de comunicação de seus integrantes.

Dólar recua em meio a
dia de formação da Ptax
Em dia de forte volume de negócios no mercado de câmbio, o início da disputa pela formação da Ptax, que servirá de referência para os contratos em novembro, foi um dos fatores que influenciaram, sobretudo no mercado futuro. Declarações sobre a reforma da Previdência e sobre reduzir o total de ministérios repercutiram bem. O dólar à vista passou boa parte do dia em alta, mas fechou em queda de 0,26%, a R$ 3,6924. No exterior, a moeda teve comportamento misto perante emergentes, caindo ante o peso argentino e o rand sul-africano e subindo no México e na Índia. No mercado futuro, o dólar para novembro recuou 0,58%, a R$ 3,6965 e o giro foi de US$ 27 bilhões.

Taxas de juros fecham em
queda à espera do Copom
Na véspera de decisão de política monetária no Brasil, os juros tiveram nova rodada de queda em meio a um conjunto de notícias domésticas positivas. Quanto ao Copom desta quarta-feira (31), o mercado espera a manutenção da Selic em 6,50% e aguarda o comunicado para ajustar prognósticos para 2019. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou na mínima de 7,19%, ante 7,293% na segunda-feira no ajuste, e a do DI para janeiro de 2021, também na mínima, encerrou em 8,12%, de 8,223% na segunda no ajuste. A taxa do DI para janeiro de 2023 caiu de 9,333% para 9,25% e a do DI para janeiro de 2025, de 9,892% para 9,78%.

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