Bolsa corrige perdas e fecha com alta de 2,17%

O mercado brasileiro de ações dedicou o primeiro pregão da semana a promover ajustes nos preços das ações e, mesmo sem notícia concreta que justificasse uma melhora de humor, levou o Índice Bovespa a uma alta de 2,17%, aos 91.946,19 pontos. O avanço das ações no Brasil foi na contramão do desempenho negativo das bolsas de Nova York, que recuaram em meio aos desdobramentos da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Em um ambiente doméstico de incerteza, volatilidade e especulação, acabou por prevalecer uma leitura mais esperançosa dos investidores sobre a reforma da Previdência. Pesaram positivamente especulações de que Executivo e Legislativo estariam adiantados nas tratativas para o texto da reforma.

Papéis que refletem risco político são destaques

"Vejo a alta do Ibovespa como uma mera correção das perdas recentes, uma vez que o mercado não sabe exatamente o que está acontecendo no Brasil. O clima é de instabilidade na política e na economia. As declarações continuam controversas", disse Pedro Coelho Afonso, economista da PCA Capital. Na análise por ações, o destaque ficou justamente com os papéis que melhor refletem o risco político - e também os que mais foram castigados na última semana. Banco do Brasil ON subiu 3,84%, depois de ter acumulado perda superior a 10% na semana passada. Petrobras PN avançou 3,40% e Eletrobras ON e PNB ganharam 4,57% e 3,38%, respectivamente.

Dólar tem quarto pregão de alta e fecha a R$ 4,10

Em uma sessão de idas e vindas, o dólar subiu mais um degrau, emendando o quarto pregão seguido de alta. A despeito do leilão do Banco Central para rolagem de linhas e de sinais de acerto entre parlamentares e o Ministério da Economia em torno das alterações no texto da reforma da Previdência, investidores mantêm uma postura cautelosa. Com mínima de R$ 4,0788 e máxima de R$ 4,1221, o dólar à vista fechou a R$ 4,1034 (+0,08%) - maior valor de fechamento desde 19 de setembro de 2018 (R$ 4,1308). Segundo operadores, diante dos riscos externos, com a novela nas negociações comerciais entre China e Estados Unidos, e da instabilidade política interna, a ordem é trabalhar sempre com 'hedge'.

Juros iniciam semana com taxas em queda firme

A semana começou melhor para o mercado de juros, com taxas em queda firme ante os ajustes anteriores e moderada em relação aos níveis de fechamento da sessão estendida na sexta (17). O destaque voltou a ser a ponta longa, que havia sido a mais castigada pelo estresse do cenário político. Os prêmios acumulados nas últimas sessões atraíram fluxo doador, com base na avaliação de que a fraqueza da atividade traz conforto para montagem de posições aplicadas. O noticiário político também deu trégua. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 encerrou em 6,97%, de 7,052% e a do DI para janeiro de 2023 caiu de 8,302% para 8,19%. A taxa do DI para janeiro de 2025 terminou em 8,79%, de 8,912%.

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