A melhora de percepção dos cenários interno e externo deu fôlego para o Índice Bovespa engatar um pregão de recuperação das perdas da véspera, registrando alta de 1,26% nesta quinta-feira (6) aos 97.204,85 pontos. O avanço significativo das commodities e das bolsas americanas favoreceu os ganhos do índice brasileiro desde o período da manhã. À tarde, o indicador ampliou os ganhos com ajuda das ações da Petrobras, à medida que se desenhava um placar aparentemente favorável à dispensa de aval legislativo nas privatizações, em votação do Supremo Tribunal Federal (STF). Com 11,9% de peso na composição da carteira do Ibovespa, as ações da Petrobras foram o principal destaque do pregão, com altas de 1,57% (ON) e 1,62% (PN).

Moeda americana fecha em R$ R$3,8831, com queda de 0,30%

O real voltou a se valorizar nesta quinta acompanhando a desvalorização do dólar no exterior, sobretudo ante moedas fortes, e com as mesas monitorando questões políticas domésticas. Após bater em R$ 3,90 durante os negócios de quarta, a moeda americana terminou em R$ 3,8831, com queda de 0,30%. Nos últimos 13 pregões, o dólar só fechou em alta em quatro deles e profissionais do mercado acreditam que, na ausência de choques locais ou externos, a moeda pode testar níveis perto de R$ 3,80 ou até abaixo nos próximos dias. As declarações do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, de que os juros na zona do euro vão ser mantidos fortaleceram o euro e a libra.

Juros futuros fecham em baixa

O mercado de juros retomou o que é visto como sua tendência natural e as taxas passaram a quinta-feira (6), em baixa, com mínimas à tarde, em meio à aceleração da queda do dólar e à sessão em que o Supremo Tribunal Federal (STF) julga se o Congresso precisa dar aval para a venda de empresas estatais. No fim da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 estava em 6,390%, de 6,480% quarta no ajuste. As longas, que caíram com mais força, fecharam com queda em torno de 15 pontos-base. A do DI para janeiro de 2023 caiu de 7,441% no ajuste de quarta para 7,28%. O DI para janeiro de 2025 encerrou em 7,85%, de 8,011%.

Noticiário político e cenário externo influenciam as taxas

O noticiário político, que na quarta-feira deu argumento para o mercado realizar parte dos lucros recentes, nesta quinta abriu caminho para as taxas voltarem a cair, com a ajuda do cenário internacional. Vitor Carvalho, sócio-gestor da LAIC-HFM, disse que o noticiário do dia foi marginalmente positivo, mas que não é preciso muito para o investidor aplicar no pré. "O noticiário até ajuda, mas a verdade é que não tem tomador de DI", afirmou. Diante da fraqueza da atividade e do quadro fiscal preocupante, movimentações em Brasília que possam contribuir para a reversão desse cenário acabam por estimular a redução de prêmios na curva.

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