A aprovação do crédito extraordinário ao governo e o bom desempenho das ações da Vale e da Petrobras levaram o Índice Bovespa a uma alta de 1,53%, nesta terça-feira (11), alcançando os 98.960,00 pontos - maior patamar desde 19 de março. Em dólares, o principal índice da B3 teve ganho bem maior, de 2,43%, uma vez que a moeda americana teve queda de 0,88% ante o real. A alta foi praticamente generalizada entre as blue chips, mas foram as ações da Vale as que mais se destacaram, graças ao noticiário vindo da China. Vale ON terminou o dia com ganho de 6,39% e foi a ação mais negociada da bolsa, movimentando R$ 974,6 milhões. As ações da Petrobras, por sua vez, subiram 2,04% (ON) e 1,91% (PN).

Moeda americana tem desempenho negativo

A trinca formada pelos novos estímulos econômicos na China, entendimento entre Estados Unidos e México e otimismo com a aprovação das reformas no Congresso levou o dólar a perder força e encerrar a sessão no menor nível em dois meses. A moeda americana trabalhou em terreno negativo durante todo o dia.Com máxima de R$ 3,8843 e mínima de R$ 3,8431, o dólar encerrou o pregão em queda de 0,88%, a R$ 3,8496 - o menor valor de fechamento desde 10 de abril (R$ 3,8234). Segundo operadores, caso não haja um revés do governo no Congresso ou uma onda de aversão ao risco com tensões comerciais sino-americanas, o dólar tende a se manter girando entre R$ 3,85 e R$ 3,88, com viés de queda.

DI para janeiro de 2027 fecha abaixo dos 8%

A curva de juros teve nesta terça-feira (11) nova rodada de alívio de prêmios, que foi mais expressiva nos contratos de longo prazo e, por isso, houve redução da inclinação. Nos vencimentos longos, o alívio de prêmios chegou a quase 20 pontos em alguns contratos, como a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, que terminou pela primeira vez abaixo dos 8%, em 7,95%, de 8,141% segunda-feira no ajuste. A taxa do DI para janeiro de 2025 caiu de 7,741% para 7,59%, e a do DI para janeiro de 2023 passou de 7,141% para 7,06%. O DI para janeiro de 2021 encerrou com taxa de 6,170%, de 6,220% segunda no ajuste.

Cenário político e exterior influenciam longo prazo

As taxas longas foram diretamente influenciadas pelo noticiário político, com mais uma vitória do governo na aprovação do pedido de crédito suplementar de R$ 248,9 bilhões na Comissão Mista de Orçamento (CMO) e percepção positiva da reunião de governadores com o relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP). Os dois principais eventos em Brasília que mobilizaram as atenções do mercado foram considerados positivos e uma prova de que o vazamento de supostas conversas entre o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e procuradores do Ministério Público Federal não está interferindo na agenda econômica.

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