Ibovespa sobe com aposta otimista na reforma da Previdência
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segunda-feira, 11 de março de 2019
Agência Estado 
Bolsa (subiu)
Dólar (desceu)
Ibovespa sobe com aposta otimista na reforma da Previdência
Blue chips registram ganhos acima de 3%
O mercado brasileiro de ações acelerou no período da tarde o otimismo visto desde a abertura, o que manteve o Índice Bovespa oscilando em alta superior a 2%. O motivo foi a expectativa de que a reforma da Previdência avance nesta semana. Em alta pelo terceiro pregão consecutivo, o Ibovespa terminou na máxima do dia, aos 98.026,62 pontos, com ganho de 2,79%. Com esse resultado, o indicador passa a contabilizar alta de 2,56% em março, mês que aponta ainda um saldo de investimentos estrangeiros próximo do equilíbrio. O entusiasmo do investidor com a reforma e o ajuste fiscal promoveu uma alta generalizada no Ibovespa, com quase todas as blue chips registrando ganhos acima de 3%.
Dólar começa a semana em ritmo de baixo
O dólar engatou a segunda queda consecutiva e fechou no maior ritmo de baixa (-0,75%) em 15 dias, cotado em R$ 3,8409. Após bater em R$ 3,90 na semana passada, investidores seguiram desmontando posições compradas em dólar, aquelas que ganham com a alta da moeda americana, em meio ao otimismo com a reforma da Previdência, com a confirmação da instalação na quarta (13) da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na Câmara, onde a medida inicia sua tramitação no Congresso. O exterior mais positivo também ajudou, com o dólar recuando ante moedas emergentes. Investidores estrangeiros reduziram em US$ 1,1 bilhão suas posições compradas em dólar no mercado futuro, segundo dados da B3.
Movimento de baixa prevalece nas taxas de juros
Os juros futuros confirmaram no fechamento da sessão regular desta segunda o movimento de baixa que prevaleceu nos negócios desde o começo da sessão.A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou com taxa de 6,445%, de 6,465% no ajuste de sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2021 passou de 7,142% para 7,06%. A taxa do DI para janeiro de 2023 caiu de 8,282% para 8,15% e a do DI para janeiro de 2025, de 8,812% para 8,67%. Com liquidez acima do padrão para uma segunda-feira, as taxas caíram de forma intensa na ponta longa, cerca de 15 pontos-base, para perto das mínimas históricas atingidas entre o fim de janeiro e o começo de fevereiro.
Mercado se anima com reunião de Maia e Bolsonaro
"O bom humor começou na sexta-feira (8) com a entrevista do Paulo Guedes, ministro da Economia, sobre o mapeamento da reforma no Congresso e hoje (segunda) isso se prolonga, com euforia sobretudo na bolsa e DI. A reunião de Maia e Bolsonaro foi muito importante", disse o estrategista de renda fixa da GS Research, Renan Sujii. No exterior, o ambiente é de apetite ao risco, com valorização da maioria das moedas de economias emergentes e das ações e avanço no rendimento dos Treasuries, em meio a bons indicadores da economia americana e declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, na noite de sexta-feira.


