Ibovespa sobe 1,34% com recuperação de ações da Petrobras
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quarta-feira, 17 de abril de 2019
Agência Estado 
Política de preços do diesel reflete na bolsa brasileira
A aposta de que o governo conseguirá contornar o impasse na política de preços do diesel abriu caminho para uma firme recuperação das ações da Petrobras, com reflexo direto no Índice Bovespa. A melhora do humor teve como fundamento o anúncio de medidas para o setor rodoviário e a expectativa de que novas providências pudessem ser anunciadas após a reunião de integrantes do governo com técnicos da Petrobras. A alta dos preços das commodities foi o fator externo positivo, ajudando a alavancar as ações da Petrobras e de papéis de mineração e siderurgia. Ao final do pregão, o Ibovespa marcou 94.333,31 pontos, com alta de 1,34%.
Papéis da Petrobras reagem a perdas e fecham em alta
As ações da Petrobras reagiram com alta firme, apagando parte das perdas de sexta-feira (12), quando chegaram a perder mais de 8%. Ao final do pregão, Petrobras ON e PN subiram 3,57% e 3,05%. Na análise por ações, outro destaque do dia foi Vale ON, que subiu 3,45%, em boa parte apoiada na alta dos preços do minério de ferro. Além disso, o papel refletiu decisão judicial em Minas Gerais que autorizou a companhia a retomar a operação de sua mina Brucutu. Também foram destaque de alta as ações de outras empresas estatais, refletindo melhora da percepção de risco político. Banco do Brasil ON subiu 2,07% e Eletrobras PNB avançou 0,68%.
Dólar sobe pressionada pela valorização no exterior
O dólar voltou a superar os R$ 3,90, pressionado pela valorização da moeda americana no exterior - perante moedas fortes, como o euro e a libra, e ante divisas pares do real, como o peso mexicano, o colombiano e o argentino - e pelas dificuldades da tramitação da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Em mais um dia de discussões entre os deputados, nada ainda foi decidido e cresce a chance de a votação da admissibilidade ficar mesmo para depois do feriado de Páscoa. O dólar à vista terminou o dia em alta de 0,88%, a R$ 3,9023, o maior nível desde 29 de março.
Reforma da Previdência volta a pesar sobre juros
O risco de novo atraso no cronograma da reforma da Previdência voltou a pesar sobre o mercado de juros, em especial sobre as taxas longas. A pressão no câmbio, também em função do cenário político, ajudou a puxar as taxas. Os juros nos demais vencimentos encerraram de lado, sem um vetor forte que alterasse a percepção sobre a política monetária nos próximos meses. No fim da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 estava estável em 6,53% e a do DI para janeiro de 2021 passou de 7,092% para 7,10%. A taxa do DI para janeiro de 2023 encerrou em 8,25%, de 8,22%, e a do DI para janeiro de 2025 subiu de 8,732% para 8,76%.


